Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 07/11/2020

A mídia, em sua essência, consiste nas inter-relações entre os meios de comunicação objetivando a transmissão de diversas informações, sendo sustentada pela audiência. No cenário brasileiro, esse meio apresenta-se de forma ativa na passagem de conteúdos com cargas violentas, instaurando, assim, problemáticas preocupantes. Dessa forma, a grande visibilidade da violência na mídia, proporciona a manipulação de seu público e a banalização de atos intoleráveis, que devem ser combatidos pelo Estado.

Primeiramente, esse meio de comunicação é responsável por moldar a população. Assim, o escritor George Orwell, em seu livro “1984”, propõe uma sociedade distópica, a qual é regida pela censura e manipulação através da mídia. Desse modo, é recorrente que a exposição crimes ilegais gere um julgamento popular, já que os canais, para alcançar maior público, apelam para o sensacionalismo, optando por omitir parte da real problemática vigente. Analogamente, esse cenário foi descrito pelos filósofos da Escola de Frankfurt, que apresentavam os meios de comunicação como caminho para se alienar a grande massa popular, conforme o desejo da elite.

Outrossim, a parcimônia frente a barbáries também se mostra como problema. Segundo o filósofo Karl Popper, em sua tese do Paradoxo da Tolerância, caso a tolerância seja esteja presente na sociedade, sempre haverá a intolerância. Logo,  A mídia contemporânea, principalmente jornais televisivos, apresenta em sua pauta atos de extrema violência cometidos na sociedade, bombardeando o espectador com a obscuridade social. De tal forma, implanta-se nos cidadão a tolerância dessas ações, uma vez que elas são mostradas como corriqueiras e hodiernas.

Urge, portanto, que o Poder Público aja para reverter o cenário violento presente no país. Para isso, cabe ao Ministério Público Federal, apresentar propostas que objetivam a manutenção desse sistema, como atividades educacionais e culturais - juntamente com o Ministério da Educação e Cidadania -, engendrando, assim, a redução da transmissão de informação que ampliam o detrimento social. Ademais, a mídia pública necessita de uma reforma que reestabelece os seus conceitos éticos, por meio de leis do MJC, que restringem a transmissão de conteúdos contra moral em suas pautas, para que assim a banalização e manipulação encontrem-se distante no cenário brasileiro contemporâneo. Com isso, haverá a implantação e um ambiente mais seguro e propício ao desenvolvimento social.