Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 02/12/2020

Desde o século XVI, com as Grandes Navegações e a criação da Imprensa por Gutenberg, observa-se o início da globalização na nossa sociedade, por intermédio da interligação de culturas e impressões tipográficas. Com o passar dos séculos, os meios de comunicação foram ganhando cada vez mais voz e atenção popular, proporcionando assim a demasiada repercussão de informações em menor espaço e tempo. Nesse sentido, percebe-se que a espetacularização pela mídia traz como consequências a exposição da violência, principalmente, no meio virtual, e a circulação de informações não verídicas.

Em primeira análise, vale ressaltar o estudo realizado pelo site brasileiro “Viva Bem" relata que a exposição dos indivíduos à violência na televisão pode acarretar no desenvolvimento de comportamento agressivo, especialmente, por conta de absorverem grande parte das informações que lhe são apresentadas. Assim, fica evidente a toxicidade dos noticiários que exploram a crueldade das notícias em troca de audiência, visto que mais de 70% da população do Brasil, em 2015, sentia-se ameaçada por conta das informações violentas na mídia que são vistas desde a infância do indivíduo, conforme o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. De certo, torna-se imprescindível a tomada de medidas governamentais para o maior controle dos relatos divulgado nas redes sociais e televisivas.

Em segunda análise, vale destacar que rapidez das notícias, proporcionada pelos avanços tecnológicos a partir da Revolução Industrial, há a ocorrência do bombardeamento de conteúdos a todo instante, não permitindo que o homem seja capaz de compreender totalmente a realidade dos fatos, uma vez que não há tempo para questionar a veracidade da divulgação. Nesse viés, nota-se que a espetacularização, em especial, de “fake news” pela imprensa muitas vezes, tem levado consequências ruins para vários setores da sociedade, confirmando a frase, “o excesso de exposições falsas pode fazer do homem um ignorante, ou seja, levando-o à desinformação’, de José Saramago. Logo, é essencial transformar os meios jornalísticos, a fim de que sejam seguros e úteis para a sociedade.

É evidente, portanto, que a banalização da circulação de notícias na mídia podem trazer consequências nocivas para a nação. Em vista disso, cabe ao Ministério das Comunicações - principal órgão governamental brasileiro responsável por lidar com assuntos relacionados às redes sociais - deverá controlar as informações que são veiculadas na internet e alertar a população sobre a importância de pesquisar mais sobre aquilo que está sendo expostos, por meio da fiscalização de sites que propagam as “fake news” e na realização de propagandas midiáticas, acerca da importância de criticar as informações passadas. Dessa forma, com o intuito de que a violência nos veículos de comunicação diminua e o senso crítico possa ser construído, formando pessoas menos alienadas.