Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 19/11/2020
O mundo em um contexto globalizado está sujeito às mais variadas transformações e acontecimentos. Nesse sentido, a mídia exerce um papel integrador, apresentando notícias internacionais e regionais de maneira quase instantânea. Entretanto, na dinâmica social atual, esse canal de comunicação promove o compartilhamento de fatos violentos de forma espetacularizada, gerando consequências para a população brasileira.
Segundo o sociólogo Theodor Adorno, a indústria cultural caracteriza-se como o controle da imprensa sobre os cidadãos, ditando um comportamento de massa e determinando o modo de agir dos indivíduos. Assim, a mídia, ao apresentar os casos de violência como algo comum e banal, contribui para a naturalização desses episódios, ainda que inconscientemente.
Outro ponto importante são as consequências dessa exibição exagerada, como a tensão constante e a disseminação do medo. Um exemplo desse sensacionalismo midiático é o programa televisivo, Cidade Alerta, da emissora Record TV, em que o apresentador busca atrair a atenção do público através de recursos apelativos. Dessa forma, o telespectador é inserido em um cenário conflituoso, causando insegurança, inquietação e até mesmo fobias sociais juntamente com problemas psicológicos.
Em suma, é evidente que a espetacularização da violência, pela mídia nacional, é uma problemática que apresenta sérias consequências aos brasileiros e que precisa ser debatida. Dito isso, assiste ao Ministério da Educação, através de projetos socioeducacionais, promover o desenvolvimento do senso crítico individual a fim de neutralizar o poderio de manipulação da indústria cultural. Ademais, cabe ao Ministério das Comunicações, restringir e filtrar conteúdos transmitidos pela imprensa, sem ferir a liberdade constitucional dessa, por meio do estabelecimento de diretrizes a cerca dos assuntos das notícias e como elas devem ser apresentadas.