Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 01/12/2020
A globalização trouxe consigo uma hegemonia do capitalismo que, apesar de seus benefícios, quando o sistema atua desenfreadamente, o lucro a todo custo não é mais vantajoso. Nesse sentido, a espetacularização da violência pela mídia têm como objetivo primordial a captação de uma maior audiência e consequentemente mais dinheiro gerado. As consequências disso são severas para os consumidores do conteúdo. Logo, afloram o lado violento do indivíduo e normalizam certos atos através do que é passado pela imprensa, contribuindo para agravar toda essa esfera de má influência que a violência pode criar.
Em primeira análise, é discutível o quão influenciável pode ser o ser humano (principalmente o adolescente) através daquilo que consome diariamente. Segundo estudos da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, jogos de console violentos causaram um aumento potencial de agressividade física ao longo do tempo. A violência nos meios de comunicação vai desde programas de televisão até videogames julgados inofensivos. De acordo com Platão, “de todos os animais selvagens, o homem jovem é o mais difícil de domar”. O que diz muito sobre este conteúdo de violência explícita influenciar e aflorar o lado agressivo de cada um, o que pode resultar em uma maior criminalidade no
Ademais, em convívio com essa prática constantemente, muitas vezes as pessoas acabam por julgar normais atitudes de extrema brutalidade. A mídia impulsiona tão frequente tal crueldade como forma de entretenimento, que o público chega a se acostumar. Ao longo da história, o mesmo aconteceu na Roma Antiga, em que as lutas entre os gladiadores no Coliseu serviam para divertimento da sociedade na época, era considerado um lazer comum e prazeroso. Quando normalizada, é ainda mais fácil de ser praticada a violência sem sequer ver a problemática nisso.
Por conseguinte, cabe a Secretaria de Segurança Pública regulamentar o que é transmitido nas emissora e fiscalizar as vertentes dos videogames importados ao Brasil por meio de projetos de lei a fim de contribuir para uma sociedade mais segura, calma e não violenta.