Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 03/12/2020
A mídia é a responsável pelo importante trabalho de manter a sociedade informada dos acontecimentos em escala global, o que garante a cidadania de todos. Porém, na busca por atenção, a imprensa espetaculariza a violência. Nesse contexto, a criação desse espetáculo é para uma busca de público e, pode levar ao esquecimento da gravidade dos atos agressivos. Logo, garantir a imparcialidade midiática é imprescindível.
Em primeira análise, a imprensa necessita de audiência para sua manutenção, assim, precisa manter seu público, e, para isso, transforma a notícia em um espetáculo que exalta a violência. Esse desespero por visualização causa diversos problemas como ultrapassar limites pessoais ou a manipulação de notícias, o que pode causar problemas à cidadania. Um exemplo da interferência de divulgação de notícias falsas foi a eleição para presidente no Brasil, que foi marcada pela divulgação de noticias falsas por ambos partidos concorrentes.
Em segunda análise, o cinema faz da violência um entretenimento, o qual, nos filmes, é naturalizada, pois, expõem uma agressão irreal que não carrega a brutalidade da que acontece no cotidiano. Desse modo, a população se torna mais receptiva à agressividade, e não a vê como um impasse para a sociedade. Considerando a tabela dos dez filmes com maior bilheteria, ou seja, os que mais lucraram com a venda das produções, oito contêm violência explicita de diversas maneiras. Enfim, a população que acessa a esses conteúdos é suscetíveis a ignorar a real gravidade de agressões.
Portanto, vistas as consequências da espetacularização da violência medidas devem ser tomadas para reduzir os impasses causado por tal. Dessa maneira, a família deve dar noção, às próximas gerações, da gravidade da violência e dos danos gerados por ela por meio de conversas e discussões a fim de que não ocorra a naturalização da agressividade pois, assim, haveria a perpetuação de sociedade que não daria a devida importância a violência por ser comum no país.