Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 02/12/2020

Com o progresso da tecnologia desenvolvida durante a 3° Revolução Industrial, a mídia se tornou a principal fonte de informações e comunicação da era moderna. Diante disso, notícias e relatos são diariamente entregues a população, sejam dados econômicos e políticos dos principais blocos econômicos, sejam relatos de crimes ocorridos nos grandes centros urbanos brasileiros. Nesse sentido, o frenético volume de conteúdos violentos exibidos pelas mídias brasileiras gera consequências alarmantes para o país, no que tange a livre exposição de conteúdos censurados que podem ser vistos por crianças e adolescentes, e também o constante contato com tópicos violentos, que pode gerar indivíduos cada vez mais violentos e apáticos.

Em primeira análise, o documentário “Mídia e infância: o impacto da exposição de crianças a cenas de sexo e violência na televisão” expôs que o contato regular de jovens com conteúdos inadequados pode levar a sérias consequências, como comportamentos agressivos e concepções errôneas sobre a violência real. No Brasil, os pais geralmente liberam o uso da televisão e do celular sem supervisão, nesses casos, muitas vezes, as crianças são expostas a filmes violentos que passam em qualquer horário nas mídias fechadas (por assinatura), além disso, os jornais, veículos de informação, também transmitem em horário nobre, temas violentos ao relatar crimes e atos agressivos. Isto posto, a livre exposição desses conteúdos resulta no aumento de jovens agressivos, ansiosos  e imorais na sociedade brasileira.

Outrossim, referente a revista Veja, imagens reais de atrocidades e vídeos de violência figuram no topo das mais vistos na internet e em sites de emissoras de notícias. Ademais, os video games, presentes no dia a dia de grande parte da população, estão ganhando destaque por possuírem jogos com temáticas de armas e lutas cruéis que despertam o  contato indireto com a violência. No entanto, de acordo com o neurologista André Palmini, a frequente exposição a esses vídeos e imagens provoca uma reação mental conhecida como habituação, ou seja, os indivíduos se acostumam a esse tipo de conteúdo, se tornando insensíveis às cenas, ou em alguns casos, começam a imitar as ações desses conteúdos, se tornando cada vez mais violentos.

Partindo desse pressuposto, para acabar com as consequências da espetacularização da violência pelas mídias brasileiras é necessário que as principais emissoras como a Globo e a Record, bem como as redes sociais, limitem imagens e vídeos violentos, por meio de outras formas de noticiar crimes, a exemplo da forma oral, e também o bloqueio total desses conteúdos a fim de evitar que qualquer um tenha contato com esses assusntos. Dessa forma essas consequências serão minimizdas no Brasil.