Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 04/12/2020
Fatos e atos violentos, criminosos e mortos estão na exposição na mídia diariamente. Em sua maioria, as reportagens são exibidas sem filtros numa frieza estarrecedora. Segundo reportagem da Folha Press, em 06/10/20, o Brasil ocupava a posição 126 no ranking mundial de violência, atrás de Estados de cotidiano violento, como El Salvador e Guatemala. Sabemos que esse tema é o alvo de preocupação no mundo todo. Atos violentos não ocorrem somente neste século. A Inquisição da Igreja Católica, como lutas dos gladiadores no Coliseu de Roma eram espetáculos de crueldade absurda. E com bastante plateia.
Mas seria injusto associar diretamente a exibição da mídia ao comportamento violento do ser humano. Injusto seria, também, afirmar que a violência mostrada serve como exemplo para que outras pessoas cometam tais delitos. Isso apenas serve para desviar o foco de um problema maior: o caos na política pública.
Urge que estados e municípios busquem soluções para temas como questão racial, questão social, distribuição de renda e educação. Caso contrário, o brasileiro continuará anestesiado pela violência midiática que consegue transformar qualquer acontecimento local em um grande e espetaculoso evento global.