Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 05/12/2020
No contexto vigente, a violência está internalizada nas sociedades brasileiras de forma mais sofisticada. Através das mídias sociais e de telecomunicações, as pessoas têm acesso a violência com mais frequência do que antes. Além de sua presença em jornais, reportagens, até mesmo em desenhos animados, a violência está explicitamente na rotina dos brasileiros. Em alguns contextos, pode-se perceber que a violência é tratada como um espetáculo, por exemplo, nos jornais e em reportagens. Utilizando de recursos que chamam mais a atenção do público, os jornais, por exemplo, mostram a violência através de entrevistas e reportagens sobre a vivência, a tragédia e até mesmo a desgraça que uma pessoa acaba de viver. Já se tornou habitual as pessoas ligarem suas televisões e assistirem a um jornal onde o repórter pergunta sobre o que a pessoa entrevistada está sentindo naquele momento. Isso desrespeita totalmente o direito da pessoa de ficar em silêncio ou não querer falar sobre a situação vivenciada. Além disso, a violência é posta como espetáculo. Como as mídias têm muita influência na vida das pessoas contemporâneas e é papel delas transmitir e divulgar acontecimentos e informações, as mesmas utilizam recursos que provocam as emoções nos telespectadores. Observando o jornalismo brasileiro, é possível notar que há uma falha muito grande em relação a transmissão de informações corretas sobre os fatos. Ao invés de mostrar a verdade, muitas vezes os fatos são destorcidos para mexer com as emoções das pessoas e adquirir mais audiência. Com isso, ao passar do tempo, os telespectadores começam a desenvolver um prejulgamento do que foi repassado à eles. Distorcendo totalmente o seu próprio pensamento e opinião sobre o fato.
Para que, através disso, as pessoas consigam enxergar a violência de forma mais clara e não a ter como algo normal. As mídias devem ser transparentes com o público, caso contrário, isso gera o aumento de desconfiança e insegurança na população.