Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 06/12/2020
A mídia, que foi popularizada na sociedade após a criação da prensa de Gutenberg e a consequente capacidade de produção de jornais em massa, é muito importante, pois garante aos cidadãos o acesso à informação. Entretanto, percebe-se que muitos veículos brasileiros abusam desse poder ao espetacularizar a violência a fim de ganhar mais alcance.
É preciso, antes de tudo, analisar como a mercantilização da mídia contribui para essa problemática. Os pensadores da Escola de Frankfurt criticaram severamente a indústria cultural contemporânea porque ela transforma toda criação intelectual em um produto a ser vendido. Nessa lógica, pode-se dizer que os meios de informação propagam notícias sensacionalistas ou alarmistas com o único intuito de lucrar.
Por conseguinte, surge no Brasil um cenário de banalização da violência. De acordo com o sociólogo Charles Wright Mills, uma mudança social só se origina a partir de um estranhamento inicial. Contudo, quando os indivíduos são constantemente bombardeados de agressões cotidianas do país, do jeito como são exibidas, eles irão aceitar isso como uma realidade inevitável e dificilmente se mobilizarão para melhorar a situação.
Portanto, fica clara a necessidade de medidas que minimizem esse impasse. Para tanto, o Ministério das Comunicações deve criar uma equipe responsável por verificar os conteúdos das empresas jornalísticas brasileiras e, por meio dela, aplicar multas às que exporem quaisquer informações errôneas. Dessa forma, a população será menos influenciada pela mídia, que certamente tomou um rumo não previsto por Gutenberg.