Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 15/12/2020
Hitler, durante o governo nazista -o qual era um governo ditatorial, nacionalista e de extrema direita que buscava solucionar a crise da Alemanha, bem como expandi-la territorialmente- utilizou a mídia para persuadir as pessoas sobre a ‘‘glória’’ do regime. Apesar de ser uma realidade diferente, a mídia atual ainda tem o papel de persuadir as pessoas, mas agora o objetivo é o lucro. Sendo assim, é importante destacar que uma das maneiras que ela encontrou para prender a atenção das pessoas e, consequentemente, ganhar dinheiro foi iniciar um processo de espetacularização da violência -que é uma técnica jornalistica para causar emoção-, no entanto esse mecanismo proporciona algumas consequências negativas para a sociedade.
Primeiramente, é válido ressaltar que a espetacularização da violência sempre vem atrelada ao artifício do imediatismo, isto é, à lógica de que a notícia deve ser dada o mais rápido possível. Nesse sentido, segundo Immanuel Kant, um dos maiores filósofos da humanidade, tudo o que um indivíduo enxerga não é propriamente aquilo em si, mas sim uma interpretação daquilo a partir de conhecimentos prévios, ou seja, toda notícia possui uma certa subjetividade. Contudo, quando ela é feita muito rapidamente, visando se adequar ao imediatismo, torna-se tão subjetiva que a chance de possuir um erro é muito grande e isso pode prejudicar a vida das pessoas inocentes envolvidas no caso. Com isso, fica claro que a teatralização da violência, por envolver o imediatismo, pode trazer danos irreparáveis para os inidivíduos que estavam no caso.
Paralelamete, pode-se dizer que a espetacularização da violência usa algumas técnicas teatrais para causar o sentimento de emoção no público. Graças a isso, ocorre um processo de banalização da violência, isto é, as pessoas começam a perder a empatia sobre os casos de violência e passam a exerga-los de maneira análoga a um filme. Dessa forma, a violência, assim como a arte, tornou-se mais uma mercadoria do capitalismo.
Em virtude fatos mencionados, é inegável que a teatralização da violência tem como consequência não só a fragilidade das informações noticiadas, como também a banalização da violência. Desse modo, é necessário que população, por meio de uma lei de iniciativa popular -assinada por um porcento do eleitorado brasileiro, assim como exigido pela Constituição Federal de 1988-, solicite que, a cada informação falsa notíciada, a emissora terá que doar dez mil reais para instituições que combatem as ‘‘fake news’’, bem como terá que proporcionar uma propaganda sobre a importância de não banalizar a violência. Assim, a espetaculirazação da violência será desmotivada.