Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 03/05/2021
Com base nos jornais policiais que escandalizam a violência e incitam partidos políticos que têm um viés mais radical e até violento no meio de resolver os problemas da sociedade, como é a “bancada da bala” no congresso brasileiro. Por isso, é preciso que a mídia de televisão e jornalismo façam políticas públicas de comunicação saudáveis que não dêem voz para grupos radicais. Sendo assim, é preciso investir em educação nas bases mais vulneráveis ao crime e desconstruir o maniqueísmo -bem versus mal- que existe na sociedade e buscar meios de construir uma sociedade mais humana e acolhedora.
Por exemplo, no livro 1984, do autor George Orwell, ambienta um regime totalitário, no qual a propaganda é usada para manter o partido no poder e seus cidadãos totalmente alienados ao que acontece na realidade. Esse livro descreve com muita maestria como é fácil destruir uma democracia com apenas a narrativa do “Maniqueísmo”, o qual o partido usa para se colocar no lugar do virtuoso, do bem e do salvador, tendo como lema: “Guerra é paz. Liberdade é escravidão. Ignorância é força”. Assim, se faz necessário a criação de medidas que evitem a incitação ao ódio nos meios de comunicação.
Nesse sentido, na Alemanha nazista de Hitler, a propaganda de ódio foi uma das principais ferramentas de manipulação do partido sobre a população, o mesmo aconteceu na Itália com o fascismo de Mussolini e, também, na União Soviética com o Stalin no comando do comunismo. O que esses três personagens têm em comum é o autoritarismo e o controle da população com o discurso de ódio que atrai atenção de muitas pessoas.
Portanto, fica evidente a necessidade de combater narrativas sensacionalistas que usam a violência urbana como veículo para chegar a consumidores. Para tanto, é dever do Governo Federal, por meio dos Ministérios da Justiça e Educação, promover a leitura de livros clássicos nos ambientes escolares, para construir cidadãos críticos aos problemas da sociedade e também mais atentos a possíveis narrativas tóxicas que desumanizam os grupos sociais e desmoralizam a democracia. Isso seria efetivado com uma frente parlamentar com especialistas no assunto e com a criação de uma legislação específica, e da formação de uma comissão parlamentar, que avaliará as situações que podem está fazendo discurso de ódio com os telespectadores. Feito isso, essa proposta tem por finalidade evitar a manipulação da sociedade, caso aprovada, certamente contribuirá para melhorar a relação entre noticias e narrativas.