Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 17/06/2021

“Só falta alguém espremer esse jornal para sair sangue”, o trecho da música “Jornal da morte” de Roberto Silva, espressa o que acontece há anos na mídia brasileira, a espetacularização da violência, a qual é um problema muito grave e deve ser resolvida o mais rápido possível. Nesse contexto, a exaltação da brutalidade, indubitavelmente, é uma forma de estimular as mesmas ações hostis aos telespectadores e, consequentemente, formando indivíduos mais agressivos.

Sob essa análise, a veiculação de notícias violentas é perigosa para adultos e adolescentes, isso pois, as mídias são formadoras de opiniões, logo, não deve estimular tais ações. Dessa forma, a Rede TVT convidou especialistas para debater sobre os conteúdos e abordagens que os jornais proporcionam para a população, demonstrando que algumas informações quase sempre são banalizadas e todas as atrocidades estão se tornando “normal” na vida de muitas pessoas. Além disso, a lentidão da justiça brasileira é altamente discutida e ilustrada em vários canais abertos, no entanto, isso também pode beneficiar os criminosos, ensinando-os como agir. Isso mostra que esse revés, mesmo que inconcientemente, se faz presente na vida de milhões de brasileiros.

Evidencia-se, então, que as mídias tem o poder de manipular a sociedade, contribuindo à violência. À vista disso, George Orwell afirmara que a massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa, o que, de certa forma, pode estar relacionado aos comportamentos ríspidos de alguns brasileiros. Somada a isso, a utilização de frases de efeito é aplicada para atrair o público, a qual não é utilizada apenas pelas emissoras, desse modo, também há o uso nas redes sociais e até em Fake News, com o mesmo intuito. Mostra-se, assim, que as consequências podem ser maiores do que se imagina, pelo fato da trivialização da vida.

Dessa forma, é necessário ações interventivas com o fito de amenizar a questão. Para isso, o Ministério da Propaganda em parceria com o Ministério da Justiça devem multar as emissoras -como a Globo, SBT e Record- e sites que podem estar fazendo o mal uso do jornalismo, por meio de fiscalizações, com o intuito de retirar as notícias violentas que tem o sentido de banalizar a vida. Logo, a mídia brasileira não seria mais representada pela música “Jornal da morte” de Roberto Silva.