Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 17/07/2021
A Ivenção da Imprensa proposta por Gutenberg, na década de 1430, foi uma revolução de grande impacto na história da humanidade, principalmente, na forma de como as informações deixaram de estar sobre posse restritiva de certos grupos sociais, e tornaram-se mais acessíveis a toda população. Contudo, essas informações têm perdido boa parte de sua credibilidade nos tempos atuais, muito em decorrência da espetacularização da violência fomentada pela mídia nacional do século XXI, induzindo, dessa forma, uma espécie de banalização das pessoas frente a esses eventos, relacionada a disseminação do ódio e da intolerância entre todos os indivíduos inseridos nesse contexto.
Sob esse viés, cabe salientar, primeiramente, como a sociedade brasileira, no geral, tem demonstrado um comportamento cada vez mais omisso e pouco ativo diante das inúmeras tragédias e casos de brutalidade registrados diariamente no país. Fato que se reforça, ainda mais, em decorrência das “falácias” e dos “excessos” criados pelos veículos de imprensa no Brasil a respeito de ocorrências que, diferente das demais já citadas, não apresentam motivos plausíveis e contundentes para serem noticiadas. Um exemplo que sintetiza metaforicamente o que está sendo falado são as simulações de falta feita pelos jogadores nas partidas de futebol, em que o árbitro, mesmo diante de um jogo truculento e faltoso, tende a ser cada vez menos incisivo e pouco reativo frente às agressões sofridas por certos atletas, que antes já demonstraram ser desleais por tentarem forjar tais agressões.
Atrelado a isso, vale destacar também, a ausência de empatia cada vez mais em evidência e difundida entre os grupos humanos atuais. Já que, influenciado por esse bombardeamento de informações negativas, o homem tende a acostumar com isso e, consequentemente, manifestar o “lado sombrio” de sua personalidade, com sentimentos de ódio e intolerância frente aos outros com quem ele compartilha a sua vivência diária. Um trecho que simboliza muito bem o que está sendo dito é a frase de Thomas Hobbes “o homem é o lobo do homem”, em que o filósofo fala da natureza má e hostil do ser humano, e como um Estado forte é importante para evitar um cenário de guerra entre todos.
Diante desse panorama, é necessário agir. Logo, cabem aos veículos de comunicação de grande engajamento, como a internet, alertarem a todos os demais da responsabilidade que se devem ter na investigação e na divulgação de suas reportagens, por meio de propagandas que tenham como frase de impacto “amigos da mídia, vamos honrar o nosso compromisso com a verdade”. Tudo isso com o intuito de incentivar todos os profissionais inseridos nesse meio a trabalharem com mais seriedade e lealdade, de modo que se façam uma abordagem mais minunciosa e concreta dos fatos. Dessa forma, as “simulações de violência forjadas no campo da imprensa” não se farão mais presentes na sociedade.