Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 21/07/2021
A mídia, em sua essência, consiste nas inter-relações entre os meios de comunicação objetivando a transmissão de diversas informações, sendo sustentada pela audiência. No cenário brasileiro, esse meio apresenta-se de forma ativa na passagem de conteúdos com cargas violentas, instaurando, assim, problemáticas preocupantes. Dessa forma, a grande visibilidade da violência na mídia, proporciona a manipulação de seus usuários e a banalização de atos intoleráveis.
Primeiramente, o controle do espectador pela indústria midiática. O escritor George Orwell em seu livro “1984”, propõe uma sociedade distópica, na qual é regida pela censura e manipulação, sendo esta utilizadora da mídia como um grande vetor, ao passo que, os jornais, revistas e rádios transacionam informações do passado e presente, a fim de moldar a psique do cidadão, instaurando uma utópica paz visionada pelo “Big Brother”. Hodiernamente, no Brasil, os meios de comunicação não almejam uma manipulação tão radical como a apresentada no livro, mas de forma semelhante, tendência a moldagem do espectador através da introdução de um caráter pessoal na transmissão dos conteúdos.
Ademais, a tolerância do intolerável. Os estudos realizados por Karl Popper no campo filosófico, determinaram a constituição de um conceito, intrinsecamente relacionado com a problemática discutida, denominado “Paradoxo da Tolerância”, este define que em uma sociedade onde estabelece a tolerância como algo inquestionável, ocorrerá o surgimento de grupos e comunidades que empregaram a intolerância, pois essa não foi controlada, assim, reprimindo a parcela tolerante. Logo, Popper afirma que a tolerância não pode tolerar o intolerável, mesmo sendo, paradoxalmente, um ato complexo.
Por conseguinte, é evidente as adversidades causadas pela espetacularização dos meios de comunicação no âmbito brasileiro, sendo assim intervenções necessárias para a manutenção social. Dessa forma, o Ministério Público Federal, deve apresentar propostas que objetivam a manutenção desse sistema, como atividades educacionais e culturais, responsáveis pelo Ministério da Educação e Cidadania, respectivamente, gerando, assim, a redução da transmissão de informação que ampliam o detrimento social. Ademais, a mídia pública necessita de uma reforma que restabelece os seus conceitos éticos, por meio de leis do MJC, que restringem a transmissão de conteúdos contra moral em suas pautas, para que assim, banalização e manipulação encontrava-se distante no cenário brasileiro contemporâneo.