Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 04/08/2021

Embora a Constituição Federal de 1988 assegure o acesso a uma vida plena, como direito de todos os cidadãos, percebe-se que, na realidade brasileira não há o cumprimento dessa garantia, principalmente no que diz respeito as consequências da especularização da violência pela mídia. Nesse viés, torna-se evidente o silenciamento do tema, omissão do Estado e uma necessária intervenção.

Nessa perspectiva, é imperioso notar que a falta de informação sobre o combate dos efeitos da especularização da violência por meios midiáticos é um desafio presente no problema. Sob essa ótica, Djamila Ribeiro -filósofa brasileira - explica que é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Porém, existe um silêncio instaurado na questão da especularização da mídia acerca da violência, posto que se não existe uma resolução para a temática vigente, fica evidente que não foi reconhecida a urgência de acabar com suas consequências. Logo, urge tirar essa mazela da invisibilidade como descreve a pensadora.

Vale ressaltar, ainda, que a indiligência governamental potencializa a escassez da resolução da especularização da violência pela mídia. Ademais, na obra “Os Bruzudangas”, o pré-modernista Lima Barreto já expunha que a ausência de cláusulas constitucionais da legislação brasileira está intríseca aos problemas da nação. De forma análoga, tal contestação é legitimada no que tange ao precário engajamento estatal para o auxílio com as vítimas dessa ridicularização que é as consequências da especularização da violência por parte da mídia. Nesse triste cenário, é essencial ultrapassar esses paradigmas.

Portanto, as consequências da especularização da violência pela mídia no Brasil não impedirá a ordem e progresso. Sendo assim, cabe ao Congresso Nacional - órgão responsável pelas transformações na sociedade - criar projetos de aplicações de leis, por meio de fundos estatais, com a finalidade de deixar o governo mais ativo perante essa pauta. Outrossim, esse modo pode ser obtido também, por exemplo, pela arrecadação de impostos públicos, para que tais ações sociais não sejam somente planos, mas uma realidade. Assim, tais práticas levam para o Brasil ideal criado por Lima Barreto.