Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 18/08/2021

No livro Sociedade do Espetáculo do filósofo e sociólogo Guy Debord, é explicitada uma teoria de que todas as pessoas vivem sua vida como se fossem uma performance, tentando sempre darem um melhor ‘’show’’ umas para as outras. Fora da obra, fica claro que a realidade apresentada pode ser relacionada àquela do século xx1, visto que com a conjuntura da mídia atual, tem-se preocupado mais em distribuir informações de caráter sensacionalista, independente do seu conteúdo e do que ele possa gerar.

Em primeiro lugar, no ano de 2021, no Brasil, o caso Lázaro Barbosa, indivíduo acusado por vários crimes e fugitivo da prisão, ganhou grande repercussão na mídia após ter mobilizado quase 300 policiais, durante 20 dias, pela sua busca. Nesse sentido, a teoria do filosofo comprova correta a partir da atenção que a impressa se da em situações catastróficas, levando-se em conta sempre os meios que geram grande impacto e, muitas das vezes na disseminação de Fake News. Sendo assim, é comum o retrato em jornais a respeito de acontecimentos violentos, sendo transpassados o local, como ocorreu e o motivo da ocorrência.

Entretanto, os problemas não se encontram apenas nas causas da excessiva informação, mas estão muito presentes nas consequências dessa. Nessa perspectiva, é evidente que com as informações e detalhamentos, abrem o espaço para novas concepções a respeito da violência e de derivados como roubos, agressões e assassinatos. Ademais, é claro que as Fake News também desmoralizam o individuo, fazendo com que desenvolva gatilhos emocionais prejudiciais, como também quadros mais sérios como a depressão e a bipolaridade.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o empasse. Logo, o Governo Federal, deve criar projetos de leis e entregar a câmara de deputados, com a promulgação de plataformas obrigatórias para servirem como peneiras e, por conseguinte filtrar informações antes de suas divulgações. Nelas, devem ser analisado conteúdo por conteúdo, bloqueando matérias desnecessárias e que infringem a lei. Dessa forma, espera-se, com essa medida, a espetacularização da violência pela mídia.