Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 03/09/2021

Conforme o Dicionário Nacional da Língua portuguesa, espetacularização é o ato ou efeito de tratar algo como se fosse um espetáculo. Na atualidade, é comum sua ocorrência nos meios de mídia principalmente no âmbito de expor a brutalidade. Logo, são consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira, o molde de uma sociedade mais hostil e a animalização do homem.                        A princípio, o tratamento teatral que a mídia brasileira tem, possui como fruto, a formação de indivíduos mais agressivos. Segundo o sociólogo Émile Durkhein, o homem age conforme as decorrências do meio em que está inserido. Assim, na contemporaneidade, todos estão interligadas a um círculo vicioso, onde tudo o que sabem sobre os acontecimentos do Brasil e do mundo são adquiridos pelos repasses dos meios midiáticos, fornecendo-lhes, grande poder de influência. Logo, o tratamento da crueldade como um entretenimento, moldam o psicológico social e o individuo passa a ter um ideal distorcido da extrema crueldade do meio.                                                                                                           Outrossim, a problemática discutida, também gera a desumanização do homem. Em fevereiro de 2020, foi ao ar uma reportagem do programa Cidade Alerta, onde, ao vivo, uma mãe soube que sua filha até então apenas raptada, havia sido morta pelo namorado. Diante do exposto, cada vez mais a sociedade contemporânea mostra-se individualista e ambiciosa, que como no caso apresentando, buscou o entretenimento acima do bem-estar de uma pessoa já posta em uma situação cruel, mostrando assim, a desumanização que há para com o indivíduo.

Por fim, mostra-se indubtável a necessidade de tomar medidas para que informações sejam passadas de forma a não ferir qualquer pessoa. Portanto, cabe ao Estado, por meio do Ministério das Comunicações, conter o excesso de exibição de notícias que exploram atos explícitos de crueldade, permitindo que sejam estabelecidos limites para veiculação de mídias de violência extrema em canais abertos, com o objetivo de impedir a banalização da crueldade no Brasil.