Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 09/09/2021

Em um contexto atual, no qual a mídia possui o “controle”, tem-se visto cada vez mais a banalização da violência no Brasil. Aristóteles acreditava que por meio da justiça o equilíbrio social poderia ser alcançado. Entretanto, a divulgação irresponsável dos canais midiáticos incentivam a violência, ato esse de injustiça contra a sociedade. Assim acarretando problemas como a desvalorização da vida e a quebra do principal direito humano.

Em primeiro lugar, vale salientar, que a desvalorização da vida é consequência da ação incalculada dos meios de comunicação. Segundo John Locke, o ser humano possui direitos inerentes a ele, conquistados ao nascer. Contudo, há violação dessa qualidade quando se incentiva e comercializa a violência vivida pela população. Dessa forma, gera-se o desprezo a vida.

Além disso, é importante frisar que a quebra do principal direito humano é o maior causador do problema. De acordo com a Constituição, no artigo quinto, todos perante a lei, sem distinção de qualquer natureza possuem a garantia da inviolabilidade do direito à vida. Porém, com o crescente número de mortes por violência, percebe-se claramente a violação desse direito constitucional de cada indivíduo vítima dessa violência. Consequentemente, o impulsionamento e repercussão, como capital, desse conteúdo, promove tal fato.

Logo, é necessário que haja o combate do desrespeito à vida e o cumprimento dos direitos constitucionais ao ser humano. Para isso, o governo deve promover ações de conscientização para a população, por meio de palestras, oficinas e projetos sociais, a fim de promover a consciência sobre o valor da vida. Ademais, é necessário que haja por parte do Estado, a fiscalização dos canais midiáticos, com o intuito de buscar o comprimento dos direitos listados na constituição, por meio de leis eficientes. Para dessa maneira usufruir-se de uma sociedade mais justa e conscientizada.