Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 07/09/2021
Você é influenciado, este é exatamente o nome do vídeo feito por um canal do youtube, diggo, sobre o tema. A televisão influencia milhares de pessoas todos os dias, a cada notícia, a cada propaganda, a cada entrevista, tudo o que é mostrado na televisão consequentemente irá influenciar alguém, tanto para o bem como para o mau. Por isso, quem trabalha na gestão desse setor deve ter certo tato e imparcialidade, coisa que com frequência exacerbada não ocorre. Assim, a apresentação indevida de alguns atos de violência acaba causando terror e até influenciando os telespectadores a certos pensamentos e opiniões.
A televisão às vezes apresenta a violência de modo a criminalizar certos grupos, assim causando medo. O jogo, We Become What We Behold, apresenta muito bem essa situação. Lá, quando na televisão mostram um quadrado agindo de forma violenta e descontrolada, um círculo passa a temer os quadrados e quando, por fim, seu medo é divulgado os quadrados ficam ofendidos. Causando discórdia e uma complicada situação onde todos se odeiam e a paz não consegue ser alcançada. Exatamente como é na realidade. Muçulmanos sofrem de um grande preconceito pelos medos gerados pela visão negativa televisionada, consequência dos atos terroristas de alguns, gerando apenas mais conflito e nunca uma solução.
Não somente se tem esse problema como também tá uma influência de posicionamentos e opiniões. Por exemplo, a ditadura militar se instaurou no Brasil pelo medo do terror vermelho, esse que foi estabelecido após muito tempo de apresentações deles como os grandes e perigosos vilões, os “devoradores de criancinhas” na mídia. O que fez com que o povo temesse qualquer coisa relacionada com a esquerda, e como João Goulart tinha inclinações para este lado era visto como ameaça. Coisa que levou ao apoio do povo a ditadura que foi a carnificina e todo o absurdo já conhecido.
Portanto, para acabar com a influência negativa exercida pela televisão ao divulgar a violência algumas mudanças devem ser feitas. Os jornalistas devem tomar cuidado ao apresentar os casos para não generalizar ou deixarem suas opiniões muito transparentes, para não acabar por manipular o povo a pensar igual ou chegar a conclusões precipitadas. E também, quem gerencia as agências televisivas deve acordar com seus funcionários que se deve manter imparcialidade nas divulgações e também variar, não mostrar apenas coisas ruins como coisas boas que grupos fazem, para pesar dos dois lados da balança. Assim finalmente deixando o povo formar suas próprias opiniões sobre os mais diversos temas ao invés de seguir um único posicionamento.