Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 08/09/2021
Desde a criação do primeiro veículo de mídia brasileira, com a chegada da Família Real ao Brasil, em 1808, ela tratou de diversos temas segundo o seu período histórico e, além disso, usou de variados artifícios para atrair a atenção do público para as suas publicações. Entre estes, destaca-se, nos dias de hoje, a espetacularização da violência por parte desses meios de comunicação em massa. Assim, as consequências do referido problema são o incentivo a essa ação e a criação de estereótipos sobre certos grupos da sociedade.
Primeiramente, o estímulo que se dá a atos bárbaros deve ser visto. É o caso, por exemplo, da perseguição ao serial killer Lázaro Barbosa, na qual a maior parte da imprensa e, consequentemente, da opinião pública desejavam a sua morte, de forma a transformar essa “caçada” e o posterior falecimento desse indivíduo em um grande evento. Isso acontece, na medida em que, com a constante repetição e, às vezes, enobrecimeto dessa atividade, gera-se uma aceitação da população da mesma, de modo a demonstrar o poder da mídia sobre o “povo”.
Paralelamente a isso, a produção de opiniões pré-concebidas acerca de algumas agremiações da sociedade também necessita ser tratada. É o que se vê quando se associa, por influência da mídia, a imagem de um marginal automaticamente aos negros, relacionando-se, principalmente, à cidade do Rio de Janeiro, com os seus tráfico de drogas e “arrastões”. Isso se dá, visto que essa “indústria da informação” escolhe um grupo específico para justificar todos os malefícios da nação brasileira, o que prova o preconceito ainda existente contra minorias do país.
Portanto, precisa-se-se coibir ambos os atos de incentivo à “barbaridade” e de geração de estereótipos. Destarte, o Estado deve, por meio do Ministério da Cultura, órgão máximo nesse quesito no Brasil, criar campanhas publicitárias de conscientização acerca do assunto em questão, visando, com isso, que as pessoas consigam ter uma opinião crítica sobre ele. Logo, é apenas assim que se terá mais equidade no país.