Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 08/09/2021
A espetacularização da violência consiste no ato de consumir e/ou reproduzir ações violentas de forma a as tornar um show, espetáculo. Esse é um problema vigente na mídia brasileira que tem como consequências: criação de indivíduos mais insensíveis perante a sociedade e naturalização da violência.
A propagação de práticas agressivas pelos canais de comunicação estimula a desenvoltura de pessoas apáticas. Em “Sapiens: a história da humanidade", é provado que o ser humano é extremamente adaptável, e essa característica o permite sobreviver por intermédio das evoluções que sofre. Haja visto isso, é possível se dizer que o meio exerce influência sobre aqueles que o habitam. Logo, se alguém é exposto de forma exacerbada a notícias que propagam o ódio de maneira insensível, é muito provável que se terá cidadãos acostumados com esse comportamento. E, portanto, sujeitos a não saberem se colocar no lugar do outro, ou, serem não empáticos.
Discursos violentos replicados pela imprensa levam à naturalização da violência. Na roma antiga, o coliseu era palco de entretenimento. Neste, o espetáculo era a violência explícita.Sendo assim, os cidadãos romanos, alimentados pela política do “pão e circo”, normatizavam as agressões e, logo, transformava em divertimento um problema real da cidade: a violência. O mesmo se aplica na contemporaneidade. Entretanto, ao invés de o palco ser o anfiteatro, ele é o jornal, a TV, as redes sociais e afins. A espetacularização da violência pela mídia brasileira causa normatização da hostilidade e emergência de cidadãos indolentes.
A fim de resolver o problema o Estado, por exercer dos 3 poderes, e portanto ser mais influente, deve estabelecer filtros que acompanhem os direitos humanos. Dessa forma evita-se que o público entre em contato com replicações desumanas.