Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 09/09/2021
Atualmente, mídias e redes sociais são grandes fontes de informação, as quais maioria dos brasileiros possuem acesso. É certo dizer que nos últimos anos, jornais e programas de notícia dão enfoque às tragédias que acontecem em nosso país, procurando sempre publicar informações em primeira mão, e o mais rápido possível, como por exemplo em noticiários da Rede Globo. Em decorrência disso, jornalistas nem sempre possuem controle do que será apresentado em uma entrevista, muitas vezes expondo ao público discussões, armas, e até mortes.
Infelizmente, por mais que muitas vezes repórteres não carreguem a condição de controle em algumas situações que transmitem ao auditório, é cada vez mais comum o propósito de enfatização de notícias catastróficas no Brasil, uma vez que são as que mais geram repercussão. À vista disso, constata-se que a imprensa tem o intuito de produzir manchetes sensacionalistas para atrair atenção dos telespectadores, mesmo que apresente informações exacerbadas e, ou falsas.
Ademais, há séculos a humanidade pode ser vista como tendenciosa a admirar violência e sofrimento alheios. Diversas lutas da aniguidade retratavam fortes cenas de ferocidade, como por exemplo as da Grécia Antiga, que consistiam em uma disputa entre dois indivíduos, na qual o único sobrevivente era declarado vencedor. Todos os combates eram assistidos pela população local, o que contribuía ainda mais para a espetacularização de tamanha agressividade.
Diante de publicações intensificadas sobre violência, inúmeros países tomaram decisões para inibir um aumento de tais atitudes. Entretanto, o Brasil ocupa a sexta posição no ranking mundial da Organização Mundial da Saúde (OMS), o que sugere que os esforços do governo brasileiro não têm sido suficientes para trazer segurança à sociedade. Tal fato deve ser discutido pelo Estado, para que tomem iniciativas de melhorias em cenas apresentadas em rede nacional, para que a sociedade não seja influenciada à reproduzir os crimes que são manifestados em emissoras.