Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 09/09/2021

A censura foi um dos métodos mais utilizados para o controle da imprensa durante a dituradura militar no Brasil. Com isso, observa-se que os meios de comunicação brasileiros tem um histórico de repressão grande, sendo recente a liberdade jonalística garantida por lei. Contudo, a maior indepência da mídia informativa trouxe uma glamourização da agressividade, que influência uma grande audiência a cometer atos violentos, sendo um risco a segurança pública e até mesmo privada.

Em detrimentos desses fatos, é perceptível que meios comunicativos trazem de forma inadequada a violência para um grande público, havendo uma relevância no aumento da violência no Brasil. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, pode-se afirmar que o homem é o lobo do homem. Tendo em vista essa linha de racíocinio, é notável que o ser humano é naturalmente agressivo, o que torna gravemente problemático uma imprensa retratar de forma espetacularizada agressões e atos violentos em geral, tendo em vista que pode servir de “gatilho” para um grande número de pessoas cometerem crimes que colocam em risco a segurança de um indivíduo.

Tendo em vista esses pensamentos, a forma indevida que meios jornalísticos brasileiros tratam a violência servem de pontos de partida para muitos a cometerem crimes agressivos, botando em risco a segurança pública. Esse pensamento se reflete no filme “o abutre”, onde apresenta a rotina e as operações de jornalistas que focam em tregédias para engajamento e fama. Tal realidade pode ser traduzida para a atual, onde profissionais da área jornalística necessitam de notícias e fotografias chocantes para a criação de uma audiência fiel e que dá suporte para esse tipo de conteúdo, banalizando tal violência e criando um nicho de “entretenimento” no meio comunicativo que gera muita renda para quem produz.

Conclui-se então, que a mídia comunicativa brasileira lucra com conteúdos agressivos e violentos, glamourizando tal heresia e colocando em risco uma segurança nacional. Contudo, se o ministério das comunicações, que cuida dos meios comunicativos, aplicasse uma punição severa em relação a esse tipo de conteúdo, haveria um meio jornalístico mais limpo e seguro.