Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 09/09/2021
De acordo com o filósofo francês Sartre, a violência, de qualquer forma que se manifesta, é uma derrota". Contudo, o jornalismo brasileiro espetaculariza casos de violência utilizando do apelo emocional afetando as vítimas das ocorrências. Dessa forma, a busca do imediatismo e a glorificação de criminosos através de informações errôneas são responsáveis pela persistência do problema.
Em primeira análise, a mídia tem como objetivo atrair atenção do público para aumentar a audiência, e para isso, diversas redes de informação acabam empregando discursos distorcidos que geram impacto imediato. Segundo Zygmunt Bauman, a sociedade atual está pautada no imediatismo, sob essa perspectiva, observa-se uma disputa constante entre veículos de comunicação na busca de matérias bombásticas que chamem atenção do público.
Outrossim, a execução de apurações errôneas e a glorificação de criminosos por meio do apelo emocional acaba por expor excessivamente à vítima, provocando constrangimento em rede nacional. Conforme disse Bourdieu, aquilo que foi criado para se tornar instrumento de democracia direta não deve ser convertida em mecanismo de opressão, desse modo, se configura como antiética as ações da imprensa.
Dessa maneira, medidas são necessárias para alterar esse cenário. Sendo assim, o Ministério da Cidadania, em parceria com a mídia, devem desenvolver campanhas, a serem divulgadas nas redes sociais, que levem conhecimento sobre as maneiras corretas de se lidar com situações de violência. Além disso, o Governo Federal, através de projetos de leis apresentados pelos deputados e senadores, que regulamentem a ação da mídia, não censurando, mas corrigindo falhas do sistema que causam desconforto na população.