Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 29/09/2021
A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 211, promulga o respeito aos valores éticos e sociais pelos meios de comunicação em massa para a população. Todavia, nota-se um abismo entre o ideal e a prática, uma vez que a superexposição da violência pela mídia brasileira instiga ao aumento da criminalidade, cujos efeitos na sociedade são nefastos. Sendo assim, cabe citar a naturalização da brutalidade humana e a manipulação midiática como fatores que influenciam essa problemática.
A princípio, é evidente que tais circunstâncias se devem a banalização da violência na sociedade. Assim, os noticiários policiais e telejornais associam alguns casos de agressividade como algo trivial e de maneira irônica. A respeito disso, o sociólogo Georg Simmel, caracteriza como “Atitude Blasé”, quando o indivíduo trata com indiferença as situações que ele deveria dar atenção. Dessa forma, o termo proposto pelo sociólogo está evidente na sociedade, quando a normalização dos homicídios e dos atos de agressão intensifica a criminalidade no país. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Ademais, faz-se fundamental apontar a manipulação da opinião pública causada pelos meios de comunicação. Durante o Estado Novo, período em que Getúlio Vargas presídio o Regime Ditatorial, criou-se o Departamento de Imprensa, responsável por censurar e propagar uma figura de chefe altruísta à população brasileira. Nesse viés, nos dias atuais, a manipulação do povo pela mídia compromete o senso crítico dos cidadãos, visto que as notícias sensacionalistas e falsas são transmitidas e prejudicam o discernimento social, sendo de necessidade imediata a reversão desse quadro em prol dos direitos constitucionais.
Portanto, urge desenvolver medidas para mitigar o assunto em questão. Dessa maneira, deve o Ministério da Cidadania, órgão responsável pelas políticas de desenvolvimento, em parceria com o Ministério da Educação, investir na formação social, por meio de debates e aulas com profissionais capacitados, a fim de ampliar o repertório crítico dos alunos e familiares . Outrossim, deve o Governo Federal desenvolver políticas públicas exequíveis, com o objetivo de garantir os direitos constitucionais a população. A partir dessas ações, espera-se promover um corpo social crítico e não influenciável a violência transmitida pela mídia brasileira.