Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 03/10/2021

O filme “A menina que matou os pais”, é baseado no crime da Suzane Von Richtofen, que foi feito baseado na atração da atenção do público. Dessa maneira, entra em questão as consequências dessa espetacularização da violência na mídia brasileira, que traz uma busca por visualização e a falta de acesso amplo das informações pela população.

Em primeira análise, é preciso avaliar a visibilidade midiática. Nesse sentido, jornais e páginas da internet se preocupam com a viralização de seu trabalho, dado que a quantidade de alcance da população é o que mantém esses produtores, fazendo com que eles produzam obras voltadas para o que tem mais chance de viralizar. Prova disso são produções como “Polícia 24 horas” que já renderam várias temporadas e é voltado para a violência. Por isso, fica claro que a mídia é um fator.

Além disso, com ênfase em temáticas específicas, há a negligência de outras. Desse modo, os meios informacionais focam em reportagens que trarão repercussões e isso exclui outras informações, o que não permite que a população tenha alcance amplo aos acontecimentos, visto que elas têm somente acesso aos meios manipulados. Isso vai de encontro com a Constituição Brasileira que prevê o direito de obtenção democrático as informações. Portanto, é evidente a negatividade.

Em síntese, há a necessidade de alteração de cenário. Logo, o Ministério da Cultura deve trabalhar para alterar os meio informacionais, por meio da criação de leis que obriguem uma diversificação das produções a fim de atender todas as informações relevantes, para que seja possível uma diminuição da espetacularização. Outrossim, ele deve trabalhar para efetuar campanhas na TV e internet que levem ao povo o livre acesso as informações, usando jornais gratuitos ou sites diversificados desse ramo, de forma que todos possam ver diferentes reportagens. Com isso, a longo prazo, todos poderão se informar da forma correta e as produções mudarão.