Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 23/03/2022

Steve Jobs, fundador da Apple, afirmou: “A tecnologia move o mundo”. No entanto, essa ideia é contrariada na conjuntura brasileira, visto que existe a espetacularização da violência pela mídia nacional. Dessa forma, faz-se necessário analisar os alicerces da problemática, bem como a reverberação no Brasil.

Sob esse viés, a priorização de interesses financeiros mostra-se como um dos desafios problema. Nesse sentido, o conceito de indústria cultural, cunhado por Theodor Adorno, critica a desvalorização de elementos culturais para fins lucrativos. Desse mesmo modo, a mídia insiste, na maioria das vezes, noticiar violência, pois são isso que, lamentavelmente, retêm o público e gera maiores audiências. Logo, essa situação carece de medidas que revertam o quadro.

Ademais, torna-se imprescindível salientar a consequência desse impasse na sociedade brasileira. Posto isso, Hannah Arendt criou a expressão “Banalidade do Mal”, em que o ser humano, algumas vezes, pratica o bem ou o mal sem refletir. Diante disso, a espetacularização da violência pela mídia estimula a vulgarização do mal, uma vez que a pessoa é afastada do seu posicionamento crítico e ético. Então, se a inércia continuar, ocorrerá a manutenção do impasse.

Portanto, ações são importantes para atenuar os empecilhos discutidos. Sendo assim, convém aos cidadãos engajados no assunto criarem uma organização não governamental por meio da aprovação do Ministério Público. Essa ONG, chamada “Mal Vulgar”, em parceria com as principais redes sociais, deve realizar publicidades e debates sobre o assunto para que a mídia possa rever suas atitudes. Enfim, espera-se com essas intervenções, frear a espetacularização da violência.