Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 24/08/2022

O ilustre escritor José Saramago, ganhador do prêmio Nobel de Literatura, escreveu a obra chamada “Ensaio sobre a cegueira”, na qual o autor denuncia a banalização do horror e violência nas sociedades mundiais.

lamentavelmente, esse enredo assemelha-se á problemática da espetacularização da violência pela mídia e suas consequências nocivas ás pessoas. Desse modo, são necessárias intervenções baseadas nos pressupostos Aristotélicos de etica, moral e de justiça para combater este desafio urgentemente.

primeiramente, para que possamos compreender este tema , é preciso considerar que ele faz parte da História da Humanidade.

Durante a invenção da primeira mídia, que foi a imprensa escrita, era comum, tristemente, a veiculação de notícias sobre linchamentos públicos, enforcamentos como o de Tiradentes, que foi noticiado como um grande espetáculo a ser visto e comemorado.

Tal prática solidificou-se até os dias atuais, o que demonstra o desenvolvimento de uma sociedade derrotada e violenta, uma vez, que segundo, Sartre, “ A violência, seja qual forma ela se manisfesta, é sempre uma derrota.

Em segundo lugar, com o fortalecimento das mídias sociais e tecnológicas, é notável a proliferação irresponsável e diária de notícias e imagens violentas, como se elas fizessem parte de um grande show ou de um espetáculo que deve ser consumido, conforme crítica o filósofo Guy Debord.

Dessa forma, tal ato feri a dignidade humana e a qualidade de vida dos cidadãos, que são princípios já defendidos por Vladmir Herzorg.

Em resumo, “devemos aprender com os erros do passado e do presente, para não cometê-los novamente no futuro”, conforme Anne Frank.

Para tanto, é preciso categorizar as notícias e imagens de acordo com sua intensidade de violência, para que os indivíduos possam determinar o que eles querem observar ou não, a fim de reduzir possíveis traumas. É fundamental também que as escolas debatam este tema, com objetivo de despertar a consciência sobre as imagens e notícias consumidas. A partir de tais ações, talvez, nos distanciaremos daquela sociedade criticada por Saramago