Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 17/07/2023

A Constituição Brasileira, promulgada em 1988, é redigida em seu 221° artigo sobre os valores éticos e sociais pelos meios de comunicação. Todavia, no contexto atual, a mídia utiliza a sua influência de forma diletante ao inserir no que seria o intermédio informacional da população, o sensacionalismo. Logo, é necessário medidas para solucionar o impasse, que é motivado pela distorção promovida pelas empresas de comunicação e pela naturalização da violência.

Em primeiro lugar, uma das consequências da especularização da mídia na sociedade brasileira é a desinformação causada pela manipulação midiática em exagerar ou ocultar situações. Outrossim, o Departamento de Imprensa e Propaganda, (DIP) - criado por Getúlio Vargas no regime militar - foi útil para compartilhar a desinformação, seu intuito era promover uma boa imagem ao presidente, além de acobertar as torturas e mortes da época. Tal teoria é constatada no contexto brasileiro quando as informações são distorcidas no âmbito midiático e como causa, a alienação social, visto que, até hoje, muitos desconhecem das verdadeiras ações militares na ditadura.

Ademais, a banalização das notícias são um dos motivadores do impasse. Nesse sentido, segundo o sociólogo Alemão G. Simmel, com a obra “Atitude Blazé”, o qual diz respeito à notória naturalização de situações absurdas. Sob essa perspectiva, observa-se o fato de programas policiais serem apresentados para a população como entretenimento, o que acarreta a desumanização dos indivíduos a meros participantes.

Dessa forma, a problemática é agravada no meio social. Portanto, faz-se necessário ações para conter a especularização da violência no Brasil.

Para tanto, o Governo Federal - enquanto provedor dos direitos fundamentais através de multas, deve punir os meios de comunicação que passarem informações erróneas, a fim de tornar a mídia segura para a população. Assim, com essas medidas, poderá combater este revés no Brasil.