Consequências da ocupação urbana desordenada

Enviada em 30/10/2025

Segundo o levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apenas 0,54% da área total do Brasil é urbanizada. Esses números demonstram que o problema da falta de planejamento urbano está presente de forma complexa na realidade brasileira. Assim, compreende-se que o empecilho persiste não só por conta da desigualdade social, como também, a negligência governamental.

Convém ressaltar, a príncipio, que a desigualdade social é um fator determinante para a circunstância. O exôdo rural é quando os cidadãos do campo migram, em busca de melhorias de vida a polos industriais, onde se concentra em demasia, oportunidades de desenvolvimento social. Contudo, essas localidades não continham estruturas suficientes para receber essa migração em larga escala, consequentemente, por falta de planejamento urbano ocorre uma desordem urbana, no qual, as pessoas constroem casas em áreas inadequadas de habitação, com risco de desastres naturais, causando sistematicamente, a iniquidade dessa população. Diante disso, é indiscutível que o acesso desigual a moradia, é imposto de forma compulsória a comunidades mergulhadas em profundas desigualdades.

Além disso, pode considerar-se que a negligência do poder público influência diretamente na questão. De acordo com o professor Milton Santos, os espaços luminosos são aqueles que possuem mais infraestrutura e atenção política, em contrapartida, aos opacos em que há ausência de todos esses recursos, ou seja, territórios de pobreza. Em segunda análise, os locais marginalizados, que são esquecidos pelo Estado, sofrem de degradações contínuas e riscos a saúde daqueles moradores, pois, não existe nenhum tipo de elaboração de combate a disparidade de investimentos nesses centros urbanos.

É evidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. Como solução, é preciso que o Ministério do Planejamento, em conjunto, com o Congresso Nacional, formulem políticas públicas de habitação. Tais políticas devem abranger a construção de casas populares, com preços acessíveis e perto de centros urbanos comerciais a população de baixa renda. A fim de evitar a ocupação irregular de terrenos e garantir infraestrutura adequada. Dessa forma, essas medidas serão essenciais para auxiliar na distribuição espacial equilibrada.