Consequências da ocupação urbana desordenada

Enviada em 29/10/2019

O processo de urbanização do Brasil, ocorrido na segunda metade do século XIX, foi um dos maiores movimentos urbanos da contemporaneidade, visto que a população rural transformou-se em majoritariamente urbana em um curto período de tempo. A velocidade desse processo proporcionou um crescimento desordenado e desestruturado que provocou e provoca uma série de problemas ambientais.

Um dos maiores problemas é o lixo urbano, bastante produzido devido ao modelo de produção e consumo. No Brasil, são produzidos 100 mil toneladas de lixo doméstico por dia, desconsiderando o lixo hospitalar, industrial e eletrônico. Por falta de um tratamento adequado, todo esse lixo é jogado em lixões ou cursos d’água, queimados em terrenos baldios, poluindo, desse modo, o solo, lençóis freáticos e rios.

A poluição das águas é causada não somente pelo lixo, mas também pelo esgoto, lançado em canais e rios por consequência da ausência de saneamento básico às populações mais pobres e planejamento. A contaminação dos rios e seus afluentes gera proliferação de doenças, que por sua vez, causa um problema de saúde pública. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE, apenas 38% do esgoto produzido no Brasil é tratado, o restante tem como destino a natureza.

A poluição do ar é atualmente uma das maiores questões ambientais em vista de mudanças climáticas, a exemplo do aquecimento global e dos sérios riscos causados por ele. Outros exemplos são as ilhas de calor e o processo de inversão térmica, que aumentam a temperatura dos grandes centros urbanos. Segundo a Organização Mundial da Saúde-OMS, a poluição do ar provoca a morte de 50 mil pessoas por ano no Brasil.

Em suma, é preciso que o Ministério do Meio Ambiente promova campanhas que conscientize a população, primordialmente crianças e jovens, a respeito do papel do ser humano no cuidado à natureza. Cabe aos governos municipais aderir a um planejamento público mais eficiente, investindo em políticas de gestão de resíduos sólidos, bem como o descarte seletivo do lixo.

Nesse sentido, o planejamento no crescimento das cidades é fundamental para a preservação da natureza, sem a qual não é possível haver vida.