Consequências da ocupação urbana desordenada

Enviada em 06/09/2019

No contexto social brasileiro, a urbanização desordenada alcançou proporções enormes e, consequentemente, resultou em graves problemas para a população e ao meio ambiente. Fica claro que esse processo iniciou-se com o grande êxodo rural ocorrido a partir da década de 1950 no país e, assim, a grande massa urbana superou a rural, todavia essa ocupação rápida gerou entraves como a favelização, desemprego e poluição ambiental. Desse modo, intervenções são necessárias.

Em primeira instância, é importante salientar que a industrialização tardia do Brasil, que iniciou-se a partir da década de 50, promoveu um êxodo rural sem precedentes na história do país. É notório que, nos dias atuais, essas migrações ainda ocorrem, já que uma grande massa de pessoas ainda se deslocam de pequenos municípios para grandes metrópoles em busca de melhores condições de vida. Concomitantemente a isso, tem-se o surgimento da ocupação urbana desordenada e das consequências dessa mazela, pois as cidades brasileiras continuam a crescer, assim como apontam os dados da ONU, os quais relatam que 93% da população será urbanizada em 2050. Com isso, nota-se que essa questão já configura-se como um grave problema social.

Em segunda instância, é necessário analisar que esse processo resulta em grandes consequências para o meio social e à natureza. É perceptível que esse entrave gera problemas como a favelização, desemprego, aumento da pobreza e crescimento da criminalidade, resultando então em uma baixa qualidade de vida para os habitantes, que ficam expostos à diversas mazelas, bem como ao risco de soterramento e alagamento, ocasionados por deslizamentos de encostas e acúmulo de lixo em diversas metrópoles nos períodos chuvosos do verão. Outro fator relevante são os impactos ambientais como a poluição do ar, água e a falta de tratamento do esgoto, fatos que também deixam os moradores vulneráveis a doenças. Dessa forma, nota-se que medidas de intervenção nessas áreas são urgentes.

Portanto, é possível inferir que a urbanização desordenada que teve início nos anos 1950, traz prejuízos incalculáveis para a esfera social e ambiental do Brasil. Por conseguinte, é necessário que o Ministério das cidades, em parceria com as prefeituras, elabore um projeto que desloque as famílias que vivem nessas zonas irregulares para regiões devidamente regularizadas, seguras e planejadas, com saneamento básico, saúde, transporte e educação de qualidade, por meio de financiamentos e projetos sociais. Outrossim, é importante também que o Ministério do meio ambiente, em parceria com grandes empresas, promova a revitalização dos municípios do país, recolhendo lixo, reestruturando-os e promovendo uma urbanização sustentável por meio de campanhas publicitárias. Sendo assim, essa mazela atingirá menores proporções.