Consequências da ocupação urbana desordenada
Enviada em 20/09/2019
Durante a Revolução Industrial, pôde-se perceber que, devido a mecanização do campo, houve a saída da população rural em direção às cidades, já que essas pessoas foram substituídas por máquinas. Entretanto, além de não alcançarem seu objetivo, muitos ficaram sem casa devido ao excesso populacional, cujo as construções civis não acompanharam, levando à confecção de moradias com baixa qualidade, em locais impróprios. Desse modo, vê-se que a ocupação urbana desordenada é negativa, pois gera consequências como a precariedade de serviços públicos e a favelização.
Diante desse contexto, observa-se que a ingerência estatal é fator ativo na falta de serviços importantes à população. Devido ao grande número de pessoas nas metrópoles, é comum haver trânsito intenso nas vias principais. Entrementes, com a má funcionalidade de transportes coletivos, o trânsito toma proporções intensas devido a falhas de logística –como poucos metrôs– e impasses na mecânica de vans e ônibus, fazendo com que os indivíduos prefiram os transportes individuais. Portanto, é perceptível que tal panorama torna-se um ciclo vicioso, pois cada vez mais a sociedade faz uso intenso de carros.
Outrossim, o processo de favelização é também fruto da falta de planejamento urbano. No livro “A Hora da Estrela” da autora modernista Clarice Lispector, a jovem nordestina Macabea sofre com a invisibilidade social, que é muito próxima à sofrida pelos que vivem em regiões precárias do Brasil. Tal invisibilidade é notada quando percebe-se que as moradias em favelas ficam em áreas de risco de desabamento, como em encostas de morros, e a passividade estatal permanece inalterada mesmo com o risco de vida que os moradores possuem. Ademais, o mesmo panorama ocorre com a ausência de água encanada e luz elétrica regulares. Assim, é perceptível que a situação só irá piorar se a postura estatal não for alterada.
Destarte, faz-se mister medidas para mitigar as consequências da ocupação urbana desordenada. O Superministério do Desenvolvimento, por meio de investimentos governamentais, possui o dever de promover melhorias nos serviços públicos, como a mobilidade urbana, consultando a população que usa tais serviços quais os pontos que devem ser aprimorados, além de urbanizar as favelas, retirando aqueles que moram em zonas de perigo de desabamento, e oferecendo-lhes os mesmos serviços que o resto da sociedade possui.Tudo isso, com o intuito de melhorar a qualidade de vida da população brasileira.