Consequências da ocupação urbana desordenada

Enviada em 26/05/2020

A partir da segunda metade do século XX, com a industrialização, o Brasil deixou de ser um país essencialmente rural para se tornar majoritariamente urbano, abrigando em grandes cidades inúmeros trabalhadores advindos do campo e de outras regiões do país. No entanto, as cidades não estavam preparadas para tal fenômeno em tão pouco tempo, e, como consequência dessas ações, não programadas; acentuaram-se problemas referentes à moradia, saneamento básico, acesso à educação, desemprego, violência e transtornos ambientais. Desse modo, medidas devem ser criadas para solucionar a problemática atual.

Segundo o historiador Sérgio Buarque de Holanda, autor do livro “Raízes do Brasil”, no início da colonização brasileira, o principal objetivo era o de enriquecer-se rapidamente, com pouco esforço, não se levando em conta o estabelecimento a longo prazo. Portanto, as cidades cresciam acompanhando as linhas do relevo, com pouco ou nenhum planejamento, influenciando nos problemas atuais.

As cidades tem crescido exponencialmente. De acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), no ano de 2005 o Brasil tinha uma taxa de urbanização de 84,2% e a tendência é só aumentar. Com o crescimento desordenado das cidades aumenta-se problemas nos ambientes urbanos. Entre eles, cita-se a questão da falta absoluta de moradias adequadas, problemas ambientais como deslizamentos e de infraestrutura. As questões variam desde um alto índice de construções precárias irregulares nos morros colocando em risco a vida dos moradores por conta das chuvas a violência causada pelo crescente número de favelas, além de problemas ambientais. Fatores como investimento público e concentração econômica interferem na organização e no crescimento urbano, áreas mais ricas, que sobretudo centralizam grandes empresas e corporações, tendem a disputar e receber maiores investimentos públicos, e essa realidade acaba por prejudicar toda a população que não está inserida nesses centros, principalmente as que vivem na periferia.

Portanto, faz-se necessário a criação de medidas que dominem as consequências da ocupação desordenada. Cabe a elaboração de uma campanha nacional promovida pelo Ministério das Cidades que incentive a ocupação de municípios com baixa densidade demográfica, ofertando auxílios e reduções de impostos. Além de construção de moradias dignas pelas prefeituras municipais, diminuindo-se, assim, o índice de favelização, de violência nas comunidades e abaixando a taxa de problemas ambientais como erosão, excesso de lixo, poluição hídrica e atmosférica como também destruição de recursos naturais. Com estas ações, atenuar-se-a, em médio e longo prazo o impacto vivenciado na contemporaneidade.