Consequências da ocupação urbana desordenada
Enviada em 25/06/2020
O êxodo rural no Brasil se intensificou na segunda metade do século XX, trazendo consigo um maior desenvolvimento econômico, no entanto, a mau ocupação dos espaços geográficos, além da falta de políticas públicas voltadas para o assunto, propiciaram o surgimento de zonas com baixo IDH e problemas relacionados a infraestrutura, como também a poluição atmosférica.
Os fatos mencionados acima, associado a má distribuição de renda possibilitaram o florescimento das favelas e periferias, visto que as classes menos abastadas dos núcleos urbanos necessitavam de moradia. Contemporaneamente essa alarmante realidade ainda assola o Brasil e as consequências negativas são muitas, ao passo que essas regiões sofrem com enchentes, deslizamentos de terras, falta de saneamento básico e rede de esgoto, bem como os seus habitantes em geral possuem menores taxas de escolaridade, observa-se também que essas localidades geralmente tendem a ter maior grau de periculosidade, basta olhar para cadeias e presídios, onde a maioria dos detentos são oriundos desses lugares. Tudo isso é fruto direto da não organização prévia antes que se iniciasse o ajuntamento populacional.
Segundo dados da OMS, a área urbana ideal deve conter 12 metros quadrados de vegetação por habitante, a exemplo de Coritiba que tem 53, entretanto, isso é exceção a regra no Brasil. A paisagem observável nas metrópoles brasileiras são as ‘‘florestas de concreto e aço’’, devido a boa parte da mata nativa ter sido derrubada para a criação das áreas residencias, regiões de comércio e parques industriais, logo, os espaços metropolitanos tem menor capacidade de sequestrar o carbono atmosférico, pois quase não a árvores para realizar essa atividade, ocasionando em seu acumulo, poluindo o ar e prejudicando a saúde da população.
Em virtude daquilo que foi citado anteriormente, faz-se necessário a ação dos ministérios da infraestrutura e meio ambiente, o primeiro irá destinar recursos para a construção de planos diretores que atendam a todas as especificações do CREA, ademais subsidiar crédito com bancos estatais que podem ser eles a Caixa ou BB, de forma que as famílias tenham condições de comprar habitações em bairros planejados a juros baixos, atitudes essas com o intuito de realocar os indivíduos que moram em bairros sem água potável, rede de esgoto, encanamento básico e condições salubres de vida. O segundo vai reflorestar as áreas insalubres que antes eram povoadas, por meio de biólogos e engenheiros agrônomos, já que as pessoas passaram a morar em outros bairros graças a intervenção do ministério da infraestrutura, tudo isso com o objetivo de reduzir a poluição e diminuir o teores de CO2 na atmosfera, melhorando a saúde dos concidadãos.