Consequências da ocupação urbana desordenada
Enviada em 10/07/2020
A partir da segunda metade do século XX,no Brasil,ocorreu um intenso fluxo de pessoas migrando do campo para a cidade em busca de melhores condições de vida.No entanto,a ocupação urbana aconteceu de forma rápida,concentrada e desordenada,visto que não houve um planejamento urbano de infraestrutura que atendesse às necessidades básicas de toda a população residente das urbes. Nesse contexto,urge analisar como a falta de organização do espaço urbano e a negligência governamental impulsionam tal problemática.
Convém ressaltar,a princípio,que a ocupação urbana desordenada está intrinsecamente relacionada à falta de um planejamento urbano.De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística,11,4 milhões de brasileiros residem em favelas.Nesse viés,a urbanização propiciou um fenômeno social de marginalização dos indivíduos com baixo poder aquisitivo,à medida que a falta de adequação do espaço urbano para receber migrantes,como também do alto custo de vida nas regiões centrais,possibilitou a esses indivíduos apropriação de áreas irregulares,como as favelas.Desse modo,a carência de políticas públicas assistenciais que visem atender as necessidades básica da população residente em áreas inapropriadas agrava a segregação socioespacial.
Outrossim,vale salientar que a ínfima iniciativa governamental em infraestrutura urbana corrobora para o agravamento dos fenômenos socioambientais.Segundo o relatório da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais,o Brasil tem quase 3 mil lixões a céu aberto funcionando em 1600 cidades.Nessa perspectiva,a ocupação urbana desordenada,alidada à uma sociedade consumista gera inúmeros impactos ambientais,como a contaminação do solo e lençóis freáticos,em virtude dos resíduos líquidos tóxicos gerados pela decomposição do lixo.Essa conjuntura,é agravada devido a expansão demográfica que se concentram em locais onde os serviços de coleta de lixo são mínimos.
Infere-se,portanto,que é imprescindível medidas para adequar o espaço urbano as necessidades básicas dos cidadãos.Logo,cabe ao Ministério do Desenvolvimento Regional - órgão do Estado responsável pelas ações de desenvolvimento do território nacional - ampliar o número de aterros sanitários nas urbes,principalmente em locais insalubres que necessitam de saneamento básico,como as favelas.Isso deve ser feito por meio de subsídios,afim de minimizar os danos ambientais provocados pelo descarte incorreto do lixo urbano e,consequentemente,melhorar a qualidade de vida da população.