Consequências da ocupação urbana desordenada

Enviada em 03/10/2020

A vinda da Família Real ao Brasil no ano de 1808 e as reformas inseridas no território levaram à exclusão de povos que passaram a preencher morros. Diante disso, essas ações contribuíram para a ocupação desordenada no país por efeitos da “apartheid” populacional que ascendeu à desigualdade social e a redução das áreas ambientais. Nesse contexto, é imprescindível medidas para reverter esse cenário caótico por meio de propostas de intervenção.

Primeiramente, cabe analisar que a desorganização espacial no Brasil é proveniente de aspectos como a desigualdade social. Isso acontece devido à má distribuição de renda e a falta de fidelidade com o artigo 6º da Constituição Federal Brasileira que conceitua moradia como direito igualitário. Nesse sentido, sabe-se que nem todas as pessoas têm o acesso ao domicílio e, portanto, essa mesma população passa a residir em morros e aglomerações. Percebe-se então que, muitas vezes esses locais não apresentam direitos básicos, como o de saneamento, e possuem condições precárias, sendo necessário a remoção desses empecilhos.

Outrossim, a redução de áreas ambientais fomenta a criação de espaços urbanos e propicia um ambiente com riscos à danos. Consoante ao pensamento do sociólogo alemão Marx Weber, defende a ideia de que a modernização e a racionalização são acompanhadas pelo desencantamento do mundo. Ratificada a ideia apresentada, pode ser feita uma analogia desse pensamento acerca das modernizações em caminho à urbanização que acabam degradando o meio ambiente através de realizações de construções – que acabariam com o verdadeiro “encantamento” do mundo -. Sob esse viés, vê-se a falta de estudo e pesquisa sobre a região que levam a estruturação de moradias em cima de rios e que colocam muitas vidas em risco, por exemplo.

Torna-se evidente, dessa maneira, que esse cenário caótico em que as pessoas correm risco de vida e não possuem seus direitos básicos deve ser finalizado. Logo, cabe ao Governo, junto ao Ministério do Desenvolvimento Regional fiscalizar áreas de risco, como em serras, por meio de programas com profissionais da área de fiscalização. Essa proposta tem a finalidade de reduzir boa parte da população que vive nesses locais sem condições financeiras e obedecer aos espaços naturais. Assim, a nação verde-amarela será acompanhada de encantamentos do mundo e assistirá a novos roteiros sociais.