Consequências da ocupação urbana desordenada
Enviada em 22/10/2020
O longa metragem “When the levees broke” documentou a vida de pessoas que vivem em Nova Orleans depois da passagem do furacão Katrina, em 2005, nele são entrevistados diversos residentes da área, que contam histórias sobre a incompetência dos líderes locais, estaduais e nacionais após a catástrofe. Analogamente, percebe-se que a realidade brasileira não se difere da retratada no documentário, haja vista que, ao mesmo tempo em que há um aumento populacional nas metrópoles, problemas ambientais e sociais aumentam em proporções ainda maiores. Nesse sentido, cabe-se avaliar a omissão do Estado em relação ao desamparo e o despreparo a esses problemas urbanos.
Primeiramente, vale ressaltar que o Estado brasileiro se mostra omisso ao não oferecer apoio para que a população enfrente grandes problemas ambientais e sociais, como: enchentes, lixo, poluição sonora e visual, falta de saneamento básico, mobilidade urbana, pessoas e animais nas ruas, segregação, desigualdade e até desemprego. Com isso, fere o Contrato Social, proposto por Thomas Hobbes, o qual afirma ser dever do Estado manter a ordem social e os direitos dos cidadãos. Dessa maneira, vê-se a necessidade de um maior apoio por parte dos governantes para que as cidades estejam melhor preparadas para a superlotação urbana que estão enfrentando.
Outrossim, alguns países, diferentemente do Brasil, buscam pela segurança e qualidade de vida de suas populações. A fim de se exemplificar, pode-se citar a Finlândia, país nórdico, que investe em obras e políticas públicas em suas cidades como em sua capital Helsinque, tendo como objetivo que os seus habitantes não sofram com os grandes imbróglios que o êxodo rural proporcionou. Assim, percebe-se que a falta de um comprometimento com a população como esse faz com que que os brasileiros continuem fadados a enchentes como acontece em Belo Horizonte, à falta de saneamento básico em cidades do Nordeste e a segregação e desigualdade social no Rio de Janeiro.
Portanto, infere-se a necessidade de se resolver os infortúnios causados pelas consequências da ocupação urbana desordenada no Brasil. Para tanto, o Ministério do Desenvolvimento Regional - responsável pelas políticas de habitação, saneamento, mobilidade urbana e defesa civil - deve, por meio de parcerias com outros Ministérios como o da Saúde, Meio Ambiente e da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, usando verbas já destinadas para isso, realizarem obras e desenvolverem políticas de maior urgência de acordo com a conveniência de cada cidade. Dessa maneira, tendo como finalidade que os brasileiros não se sintam desamparados nas enormes metrópoles do país. Logo, evitando que situações como em “When the levees broke” se repitam.