Consequências da ocupação urbana desordenada

Enviada em 07/11/2020

A escola literária “Arcadismo”, do século XVIII, idealizava uma vida bucólica, ou seja, uma vida rural, longe das cidades e exaltando a tranquilidade da natureza. Contudo, ao longo dos anos essa idealização vêm se tornando cada vez mais distante, tendo em vista a urbanização desenfreada que ocorre. Nesse viés, essa elevada urbanização gera não só a marginalização de grande parte da população, mas também a destruição do meio ambiente, trazendo diversas doenças para o povo.

A princípio, cabe ressaltar que, consoante ao geógrafo Milton Santos, o crescimento desordenado das cidades desencadeou inúmeros problemas, sendo um deles a marginalização sofrida por muitos. Dessa forma, pode-se afirmar que a falta de organização dos centros urbanos ocasiona uma exclusão social, cultural e econômica, o que faz com que os cidadãos passem por dificuldades de acesso à educação, saúde, saneamento básico e outros. Logo, com desigualdades tão evidentes, percebe-se que o Estado precisa realizar ações que favoreçam de alguma maneira esses grupos que estão em situações precárias.

Outrossim, se torna claro que com que o inchaço das cidades, o meio ambiente está sendo degradado continuamente, acarretando na destruição de extensos biomas. Paralelamente, com a perca da biodiversidade, vírus e bactérias antes encontrados apenas na natureza, estão migrando para a vida urbana, já que perderam seus espaços naturais. Assim, doenças como a dengue, chagas e febre amarela estão se tornando comuns, mesmo que sejam extremamente prejudiciais para a vida, pois causam até mesmo a morte.

Portanto, urge que medidas sejam tomadas. Diante disso, faz-se imprescindível que o Estado, por meio de verbas da contribuição pública, possibilite maior acessibilidade da população aos seus direitos. Para isso, devem ser feitas pesquisas sobre centros urbanos que sofrem com a falta de saneamento ou sistemas educacionais falhos, com o intuito de fazer maiores investimentos nessas regiões, criando projetos que possam elevar a condição de vida desses moradores, como construções de escolas, UBSs e moradias com água encanada. Ademais, o Ministério do Meio Ambiente deve elaborar programas de preservação ambiental, reservando áreas que possam ser tocadas pela população, porém de forma cautelosa, para que não surjam novos empecilhos.