Consequências da ocupação urbana desordenada

Enviada em 04/02/2021

O cenário social brasileiro tem sido palco de diversas discussões acerca das consequências da ocupação urbana desordenada. Trata-se de um assunto de incontestável relevância, uma vez que a falta de planejamento urbano leva a ausência de direitos humanos necessários. Podemos tratar o assunto a partir da má distribuição de saneamento básico nessas regiões o que se alia com a falta de investimento e infraestrutura nas mesmas.

Em primeira instância, a má distribuição de saneamento básico tem sido um problema social desde a época da industrialização. As regiões mais afetadas pela falta de saneamento são as áreas mais pobres, que por fim são as que mais se expandem e precisam de mais espaço para a população. A expansão dessa parcela da população em conjunto com a  desimportância do Governo levam a ocupação urbana desordenada. Sem saneamento básico não há nenhuma condição dessas pessoas viverem nessas situações pois a possibilidade de pegar doenças e infecções é muito provável.

Em segunda instância, a falta de saneamento básico é consequência da falta de investimentos por parte do Governo. A medida que novas áreas de uma cidade são expandidas para abrigar uma nova parcela da população, mais investimentos e falta de infraestrutura serão vistos. A transposição ou mudança de famílias para essas áreas não terá efeitos positivos pois não há educação para os menores de idade, transporte para a metrópole onde os adultos geralmente trabalham e principalmente a saúde, que com a falta de saneamento básico, seria a mais necessária.

Portanto, é necessário que o Estado, em consonância com o objetivo da garantia dos direitos básicos do ser humano, prevista na Constituição de 1988, crie planos sociais e faça investimentos nessas áreas, principalmente nos direitos básicos. Isso se concretizará por meio de conjuntos e pesquisas com a população para saber o que está faltando e o Estado deve investir no necessário, a fim de que os direitos básicos do ser humano sejam garantidos e que não haja mais ocupação urbana desordenada.