Consequências da ocupação urbana desordenada
Enviada em 26/05/2021
A partir de meados do século XX, o Brasil passou a receber indústrias em seu território, de acordo com o fator locacional (estruturas) das diferentes regiões, a fim de colocar a indústria em um espaço mais benéfico para a produção. Assim, a maior concentração ficou na região sudeste, o que causou uma grande mudança de espaço em massa da população, originalmente rural, para as cidades. Esse fenômeno ficou conhecido como êxodo rural e foi um processo que formou diversos problemas sociais que podem ser vistos até os dias atuais, como a ocupação urbana desordenada.
Nesse sentido, quanto mais pessoas iam para as cidades, mais elas ficavam lotadas e, logo sem moradia para sustentar toda a imigração. Dessa forma, inúmeros indivíduos, principalmente os de baixa renda, ficaram isolados nas cidades industrializadas (por conta da especulação imobiliária), que cada vez mais se desenvolviam para o seu centro. Logo, essa porção da população pobre não conseguia se sustentar nos centros, já que o custo de vida era muito alto, sendo marginalizados. As áreas marginalizadas, então, passaram a ter carência de infraestrutura básica, pois, como dito anteriormente, o espaço ocupado é um local irregular, mas o único possível para essa parte populacional, assim como os investimentos aconteciam em áreas mais próximas das indústrias, justamente em que está localizada a população de renda alta. Por isso, é possível observar uma segregação social até hoje.
Ademais, vale ressaltar que a ocupação urbana desordenada trouxe problemas, além dos sociais, ambientais. É perceptível que no mercado, áreas mais isoladas dos grandes centros industriais são mais baratas e de maior acesso para moradia, porém estão localizadas em áreas de risco, normalmente. Portanto, a população de baixa renda foi obrigada a ocupar essas áreas menos valorizadas. Entretanto, essas mesmas áreas apresentam, a maior parte das vezes, risco, por serem localizadas em morros ou encostas de rios, pois podem causar deslizamentos (erosão em morro) e enchentes (aumento do nível do rio). Esses problemas influenciam diretamente na qualidade de vida, ao apresentar risco para a própria vida. De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade de Campinas (UNICAMP), a ocupação de áreas de risco vem crescendo nos últimos 10 anos.
Em suma, o Brasil passa por problemas sociais, como a segregação social e ocupação de áreas de risco, graças ao crescimento urbano desordenado, que vem acontecendo desde meados do século XX. Então, devem ser adotadas medidas para solucionar tais problemáticas. Uma dessas medidas seria a conscientização da população sobre ocupação em áreas de risco e investimento na infraestrutura básica de áreas marginalizadas. Essa medida deve ser divulgada em televisão, Internet, jornais e revistas, com o intuito de atingir grande massa populacional.