Consequências da ocupação urbana desordenada
Enviada em 02/06/2021
A partir da Revolução Industrial no século XIX, as cidades urbanas e industriais começaram a ser supervalorizadas, morar na cidade virou uma condição para ter uma vida digna. Com a supervalorização da vida industrial, o processo de migração se tornou muito comum, gerando a superlotação e ocupação desordenada das cidades urbanas, aumentando as desigualdades, a segregação e a falta de direitos básicos do ser humano.
A priori, a ocupação desordenada criou polos sociais na cidade. Como visto na obra “Quarto de Despejo” de Carolina Maria de Jesus, muitas pessoas tentam vir para a cidade urbana, mas por conta da falta de espaços viáveis vão viver no quarto de despejo da cidade, a favela. A má distribuição das pessoas na cidade urbana, gerou espaços de extrema violência e falta de condições básicas, como saúde e educação.
Nesse sentido, a falta de planejamento e ocupação, aumenta as desigualdades da sociedade. Com o aumento de moradores nesses ambientes, a disponibilidade de empregos diminui, gerando mais desempregados. Por outro lado, como visto pelo sociólogo Adam Smith na lei da oferta e demanda, os preços de custo de vida como alimentação e moradia aumentam, visto que a procura aumenta. Então, cria-se gradativamente um abismo social, por conta da desigualdade econômica, fazendo com que os indivíduos tenham mais dificuldade de ascensão durante a vida.
Destarte, é necessário que o Poder Executivo, especificamente os prefeitos de cada cidade, crie campanhas e instituições públicas que ajudem socialmente e financeiramente as pessoas, por meio de discussões em locais de grande circulação como escolas e redes sociais. A fim de que essas pessoas não sejam segregadas, e sim incluídas nas cidades urbanas.