Consequências da ocupação urbana desordenada

Enviada em 02/06/2021

Sabe-se que, desde a Primeira Revolução Industrial, ocorrida na Inglaterra em meados do XVIII, o êxodo rural em direção a áreas urbanas em busca de melhor qualidade de vida e empregos só vem aumentando, sendo que, de acordo com estudos da ONU, pela primeira vez na história, a população urbana ultrapassou os 50% (cinquenta) no mundo, isto é, superou o índice de ocupação rural.

Entretanto, o fato de muitos indivíduos estarem migrando para centros urbanos não significa que o ambiente está preparado para a recepção de novos moradores, pelo contrário, só acarreta na expansão das cidades, o que significa maior pavimentação do solo e, consequentemente, menos áreas verdes e solo natural para receber a infiltração da água, ou seja, o risco de enchentes se agrava.

Além disso, a ocupação de áreas urbanas de maneira desenfreada causa muitos outros problemas advindos da falta de preparação para o aumento da população, como por exemplo: a verticalização das cidades que gera corredores de calor e o excesso de esgoto, que, no Brasil, de acordo com dados do jornal O Globo, tem apenas 42% (quarenta e dois) de sua totalidade tratado, o que representa 5.2 bilhões de metros cúbicos sem finalidade correta.

Dessarte, pode-se concluir que a ocupação urbana desordenada apresenta diversas consequências negativas, tanto para o meio ambiente, quanto para os seres humanos. Portanto, o Governo Federal, como o Ministério da Agricultura, deve, através da criação de projetos de lei, liberar incentivos econômicos para que os moradores de áreas rurais possam seguir na área agrícola e pecuária, com a finalidade de evitar altas migrações para centros urbanos, prevenindo assim, a desordem na ocupação de cidades.