Consequências da ocupação urbana desordenada

Enviada em 31/05/2021

O fenômeno da urbanização passa a crescer no Brasil no século XX, num contexto de pós Quebra da Bolsa de Valores de Nova York;  a partir do descréscimo da exportação de café, o governo passa a investir mais e mais na industrialização e na infraestrutura das cidades para que estas possam tornar-se núcleos urbanos com indústrias, de preferência transnacionais, e população, pronta para servir como mão de obra. O grande problema das oportunidades concentradas de emprego num mundo capitalista é o desespero massivo pela necessidade de trabalhar, por isso, a bolha habitacional vai inchando de maneira insustentável, causando inúmeros problemas sociais, políticos e ambientais para o território.

Atualmente, as cidades foram crescendo tanto, de modo que não há nem mesmo espaço para todas as pessoas e seus agregados; a cidade de São Paulo, por exemplo, precisou adotar um regime de rodízio de carros para contenção do trânsito, o qual, apesar da melhoria, continua sendo caótico. O excesso de pessoas no local e na região metropolitana fazem com que não seja apenas cansativo viver em ambientes assim, onde a velocidade é tamanha que a convivência social é diminuída em muitas vezes; torna-se não mais plausível para o próprio meio ambiente.

Para ilustrar, os problemas ambientais podem ocorrer tanto por conta de moradias irregulares, as quais são a única opção de pessoas com menor condição financeira, quanto por poluição dos próprios gases emitidos por transportes e indústrias. Apesar de parecer exagero, a longo prazo, o local pode transformar-se em inabitável de vez: a animação da Disney, Wall-e, fala muito sobre isso. A história se passa num cenário distópico, no qual o Planeta Terra é nada mais que destroços e robôs e, por conta disso, os humanos mudam-se para outro planeta. Se o ser humano não tiver cuidado com suas ações, o Mundo que hoje se conhece pode acabar desse jeito.

Sendo assim, as consequências que a falta de planejamento habitacional pode causar são incontáveis, frutos de um passado de crise não tão distante. O Brasil é um país muito grande e as concentrações populacionais são extremamente desiguais: para resolver esse problema, o Governo deve criar um projeto desenvolvimentista gerando empregos em regiões populacionais mais escassas, de modo a haver um deslocamento para essas regiões, garantindo moradia de qualidade para os futuros habitantes do local. Deste modo, as aglomerações urbanas serão melhor divididas e os riscos de colapso dos sistemas e da natureza serão menores.