Consequências da ocupação urbana desordenada
Enviada em 30/05/2021
Influenciada pela corrente positivista, a frase “Ordem e Progresso” na bandeira brasileira representa a evolução da nação em aspectos culturais, econômicos e socias. No contexto hodierno, entretanto, as consequências da ocupação urbana desordenada representa um retrocesso para o âmbito social. Nesse sentido, é importante analisar os seguintes aspectos: a pouca iniciativa governamental e os inúmeros efeitos disso.
Em primeiro plano, evidencia-se a passividade dos órgãos públicos à resolução da problemática. Dito isso, é necessário destacar que a partir do Governo de Juscelino Kubitschek as cidades começaram a se industrializar, o que agravou o crescimento desordenado. Tal circunstância ocorreu, devido ao êxodo rural, uma vez que a população carente que vivia nos campos encontrava oportunidades de lazer, conforto e, principalmente, ofertas de empregos nestes centros urbanos em progresso. Isso é comprovado pelos dados do site SuperAbril, em que mais de 50% dos indivíduos brasileiros vivem em cidades. Assim, apesar da industrialização ser um ponto positivo para a progressão do contexto social, o crescimento desenfreado, que é vigente até os dias atuais, representam um lado negativo.
Por consequência, é importante destacar os diversos impactos da urbanização desordenada. Diante disso, são exemplos não só a precariedade da distribuição dos serviços básicos à população, como saneamento básico e transportes de qualidade, mas também a poluição exarcebada das cidades, por exemplo as ilhas de calor e descarte, em excesso, de lixo, devido a alta demanda populacional. Essa realidade representa, portanto, o antagonismo ao princípio elucidado na bandeira brasileira, sendo, por isso, necessário a mudança do cenário vigente.
Dessarte, é imprescindível que haja ações recorrentes à temática, a fim de atenuar as consequências do crescimento urbano desenfreado no Brasil. Posto isso, o Governo Federal deve, por meio do Poder municipal, órgão responsável pelo gerenciamento dos municípios brasileiros, planejar melhor a distribuição dos bens básicos à população, mediante o direcionamento de verbas e coleta de dados estatísticos regionais, a fim de proporcionar um justo saneamento básico, transporte público e obras municipais necessárias às regiões mais carentes. Desse modo, tornar-se-á o princípio elucidado na bandeira brasileira uma realidade.