Consequências da ocupação urbana desordenada
Enviada em 02/06/2021
Pós Revolução Industrial, a sociedade, com a preocupação de investir no setor secundário da economia, passou a se organizar nos grandes centros urbanos, medida tal que exigiu a proeminência do êxodo rural. Contudo, a falta de planejamento urbano para receber esse grande número de pessoas prejudicou o restante da população que não estava inserida nessa lógica, o que acarretou em algumas das consequências desse crescimento urbano desordenado, como por exemplo: proliferação das favelas, desemprego, marginalidade e carência de infra-estrutura básica.
Consoante o geógrafo brasileiro Milton Santos, o processo de industrialização, que motivou a migração do campo para a cidade, resultou na polarização da economia do país e a fragmentação exponencial do território. Ou seja, a urbanização e o aprimoramento das técnicas dentro do sistema capitalista apenas ressaltaram ainda mais as disparidades sociais já existentes, estabelecendo uma organização de sociedade que não viabiliza as necessidades coletivas, mas preferencia certos âmbitos e classes. A partir disso, as pessoas tiveram que se integrar às atividades informais e não regulamentadas pela lei, classificadas como subemprego, consequência do rápido crescimento industrial.
De acordo com dados apresentados pela ONU em 2016, cerca de 85% dos brasileiros moram em zonas urbanas, o que deveria significar um maior acesso a empregos e serviços, como transporte, educação, saúde e saneamento básico. Porém, a realidade não contabiliza nenhum desses recursos na prática, pois o rápido crescimento das cidades, principalmente nos países emergentes e subdesenvolvidos, sem o planejamento que seria necessário, leva a um colapso na oferta desses serviços, a uma piora na qualidade de vida da população e a situções de extrema desigualdade social urbana.
Perante essa problemática, faz-se necessário que a Organização das Nações Unidas, como órgão intergovernamental responsável por promover a cooperação entre os países, solicite uma reunião diplomática que discuta sobre as devidas medidas a serem tomadas em relação ao tópico. O objetivo será reunir políticas públicas e ações governamentais para a melhor gestão urbana, tendo como foco as nações emergentes e subdesenvolvidas que exigem maior atenção atualmente. Além disso, por meio da cooperação global, os países, onde a desigualdade social no meio urbano é exorbitante, deverão receber auxílio econômico das demais delegações, a fim de alcançar maior êxito no cumprimento das resoluções discutidas.