Consequências da ocupação urbana desordenada

Enviada em 01/06/2021

O processo de ocupação urbana iniciou-se juntamente com o desenvolvimento das indústrias, uma vez que o espaço urbano passa a concentrar os meios de produção, consequentemente, a cidade possuiria mais ofertas de emprego, ocasionando uma melhora de vida. Desse modo, deu-se origem a um fenômeno conhecido como êxodo rural, que é classificado como a inflexão intensa do meio rural ao urbano, ou seja, uma migração da população do campo para as cidades. Esse processo provocou uma série de problemas ambientais, sociais e econômicos, trazendo danos ao planeta e a sociedade, sendo assim, fica evidente que os resultados dessa urbanização desordenada são maléficos.

Um exemplo de uma das consequências ambientais negativas geradas por essa ocupação desequilibrada é o aumento do desmatamento, visto que, com o crescimento da população, a demanda pela construção de mais habitações se fez presente, necessitando de mais terrenos. De acordo com o site ‘’Politize’’, o Brasil perdeu 53.8 milhões de hectares de cobertura vegetal entre 2001 e 2018, de modo que grande parte dessa devastação esteja associada à urbanização. Além disso, o desmatamento acarreta diversos outros problemas, como a perda da biodiversidade, desta forma, torna-se evidente que esse fluxo intenso de indivíduos para as cidades traz prejuízos graves para o ecossistema.       Ademais, além dos imbróglios ambientais, existem também complicações sociais que são decorrentes desse processo de inflexão. Com o intenso fluxo de pessoas para as cidades, as áreas residenciais, muitas vezes, não são suficientes para abrigar o contingente populacional, portanto, devido à falta de moradia, muitos cidadãos acabam se deslocando para áreas periféricas, vivendo em situações de perigo, dado que inúmeras dessas casas construídas se encontram em zonas de deslizamento. Segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Brasil possui cerca de 5,1 milhões de domicílios em áreas de favela, ou seja, os efeitos da urbanização contribuem para más condições de vida e possíveis ‘’acidentes’’ ambientais.

Em suma, a ocupação desordenada do meio urbano promove diversos empecilhos para variadas áreas. Sendo assim, o Governo, mais especificamente a Secretaria Nacional de Habitação, órgão responsável pela questão da moradia, deveria, por meio da construção de novos conjuntos habitacionais, realocar esses moradores que vivem em locais de risco, a fim de diminuir as consequências devastadoras da urbanização.