Consequências da ocupação urbana desordenada
Enviada em 01/06/2021
Nos anos 60, no governo de Juscelino Kubitscheck houve um investimento para o desenvolvimento industrial no sudeste, isso resultou em um grande êxodo rural do Nordeste para o Sudeste do país. Os migrantes nordestinos, fugitivos da seca do Nordeste e do desemprego, foram em busca de trabalho e melhores condições de vida nas grandes cidades do Sudeste, causando uma aceleração no processo de urbanização.
Em um estudo realizado pelo CEBRAP – Centro Brasileiro de Análise e Planejamento, em 1975 constava análises alarmantes quanto ao tipo de crescimento desordenado da capital São Paulo, de acordo com o estudo, o alto crescimento demográfico da Região entre 1960-1970 foi de 5,5% ao ano, além do processo de retenção dos terrenos com intenção de valorização, levou ao surgimento de bairros cada vez mais distantes. Aumentando populações em áreas longínquas, afastadas dos locais de trabalho, periferias com distâncias de deslocamento cada vez maiores. Essas populações consequentemente dão origem as favelas, além do crescimento urbano desordenado gerar desemprego, marginalidade e carência de infra-estrutura básica, a qualidade de vida vai depender se a urbanização acelerada é acompanhada de uma infra-estrutura que suporte.
Em um ambiente onde a urbanização ainda não tenha se tornado desordenada, é passsivel de metodos de prevenção, a infra-estrutura básica, equipamentos urbanos de escoamento das águas pluviais, iluminação pública, esgotamento sanitário, abastecimento de água potável, energia elétrica pública e domiciliar e vias de circulação, devem ser prioridade das prefeituras, em ação de prevenção futura e também como forma de ação imediata, assim gradualmente as principais consequências da ocupação urbana desordenada sofrem uma transformação positiva.