Consequências da ocupação urbana desordenada
Enviada em 01/06/2021
Com o advento da 3° Revolução Industrial no fim do século XX, o processo de ocupação das áreas urbanas nos países emergentes se tornou mais intenso e descomedido, uma vez que eram nesses locais que se encontravam mais oportunidades trabalhistas para quem tinha sua mão-de-obra na área rural (maioria da população). Esse movimento, chamado de êxodo rural, não só propiciou com que houvesse cada vez mais aglomeração, como também gerou problemas, dos quais refletem até hoje, para os centros urbanos que não eram preparados com uma infraestrutura apta para esse novo processo que se iniciava.
Para ilustrar, o filósofo Lefebvre denomina uma cidade de acordo com suas funções e uma delas é a “Cidade industrial”, ou seja, é aquela que está no período Pós-industrial. A princípio, ocorre o processo de inflexão do rural para o urbano, mas que logo chega em uma nova função: “Zona crítica”. Essa mesma cidade, porém com uma nova denominação, passa por um processo chamado “Implosão e explosão” em que se enche de cidadãos no centro trabalhistas, gerando uma explosão que são os problemas urbanos. Certamente podemos afirmar que um crescimento desordenado da área urbana, trará consequências das quais o próprio local terá que solucionar.
Da mesma forma, podemos pontuar os principais contratempos que afetam diretamente ou indiretamente cada indivíduo que habita os centros urbanos. Para exemplificar, a chuva ácida, as enchentes e a falta de moradia são alguns deles, mas o desemprego é um dos principais problemas. Embora a falta de trabalho possa parecer controverso para essas áreas, por outro lado tem a explicação de que nos centros industriais haviam uma grande quantidade de emprego, porém no processo de imigração continha mais trabalhadores do que trabalhos disponíveis, deixando diversas pessoas sem um fonte de renda.
Em suma, é possível analisar a ocupação urbana desordenada que se iniciou através da disponibilidade de novas oportunidades trabalhistas e as diversas consequências geradas por esse movimento, bem como o desemprego, elucidando que a urbanização não trouxe empregos e melhores condições de vida a todos. Para que os impactos negativos da urbanização sobre a população possam ser contidos, os municípios em conjunto com o governo estadual podem reunir equipes multidisciplinares para que proponham soluções aos problemas urbanos de cada lugar, gerando cidades passíveis de moradias e garantindo qualidade básica de vida e emprego a todos os cidadãos.