Consequências da ocupação urbana desordenada

Enviada em 02/06/2021

Sob perspectiva histórica, comenta-se que após a Revolução Industrial observa-se o efeito atrativo que o meio urbano adquiriu pela demanda de trabalho que as indústrias estavam ofertando a todos que se candidatarem. Com todos os olhares voltados às grandes cidades, há um aumento significativo na ocupação urbana, pois com o passar dos anos residir nas capitais era sinônimo de melhoria de vida e mais oportunidades de emprego; entretanto é possível notar que o pensamento não mudou, assim como a ocupação desenfreada e sem planejamento destes centros polarizadores. Busca-se apresentar as consequências que a falta de organização civil pode causar na vida de milhões de pessoas nos dias de hoje.

Impulsionados pela visão capitalista apresentada, o país cresceu exponencialmente com o decorrer da década de 1960, investimentos nacionais e internacionais foram feitos com o objetivo de atrair mais olhares ao Brasil, que crescia sob o governo de Juscelino Kubitschek. Atraídos pelo desejo de se tornarem bem sucedidos, os indivíduos eram encaminhados aos centros urbanos, onde existia a oportunidade de um emprego e salário, todavia com a grande proporção que este novo estilo de vida estava tomando, houve um momento onde não havia mais espaço para acomodar todos aqueles sonhos, que foram transformados e marginalizados. Em consequência disso, nota-se que o processo de favelização surge pela falta de acesso às moradias em regiões urbanas bem ambientadas, que requerem um certo poder econômico para se sustentar; apesar de parecer inofensivo, este processo cria uma marginalização dos indivíduos que ocupam esses locais. O desenvolvimento da acumulação de pessoas nas favelas gera a ausência de policiais, já que estão localizadas em lugares periféricos em que as delegacias têm pouco acesso por estarem distantes. Segundo uma pesquisa realizada pelo Jornal Extra, as comunidades têm taxa de homicídios três vezes maior do que as demais áreas do Rio de Janeiro; ainda convém lembrar que a falta de oportunidades e infraestrutura oferecida, faz com que adolescentes e crianças deixem de lado os estudos para se dedicarem à vida do crime e auxiliar na renda doméstica, como diz a Agência Brasil, “Quase 70% dos moradores de favelas não têm dinheiro para comida.”

Em virtude do que foi mencionado, é necessário que o Governo Brasileiro com ajuda de empresas colaborativas ou ONGs, elabore um projeto de lei que consiga incluir melhorias futuras de infraestrutura nas favelas de grandes cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro. Possuindo como foco principal a construção de centros educacionais para crianças consolidarem seus estudos e a oportunidades de empregos para indivíduos desempregados.